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abacaxi, chuchu, pastel, a xepa da feira

Dizem que é próprio da idade ser mais sábio. Quem diz isso geralmente tem mais idade. Não há como não ter dúvidas.

Eu já tenho “mais idade”. Infelizmente, bem mais do que quando tinha 18 anos e iniciei minha vida de eleitora. Mas com 18 anos eu tinha mais certeza do que fazer (eleitoralmente falando) do que hoje.

Nem sempre fui PT. Comecei, aos 18, votando no PMDB. Só havia duas opções, e a outra não combinava comigo. Fui filiada, militante e tudo a que tinha direito. Panfletei muito nas ruas a campanha da carestia. E dá-lhe Benedito Cintra, Aurélio Perez e outros perdidos no tempo e nos meandros da política. Aí surgiu o PT. E aí foram anos e anos de paixão e militância.

Depois me fizeram cair na real. O PT de hoje não é o PT que eu ajudei a estabilizar e chegar ao poder. Naquele eu não me arrependo de acreditar. O de hoje é mais um no balaio das almas em que se transformou a política brasileira. Salva-se um ou outro político, mas só pra confirmar a regra. Como exceção, não como padrão.

E hoje eu não tenho a menor idéia em quem votar. Continuo achando a idéia de partido altamente interessante. Não gosto disso de “pessoas” em política. O indivíduo em política é totalmente diferente do indivíduo em psicologia, por exemplo. De um lado e de outro, tanto do ponto de vista do político como do eleitor, o indivíduo político é uma somatória de necessidades, de carências. Não pode ser a especificidade individual de quem está próximo. Isso é clientelismo. Ou outros nomes bem piores. E infelizmente, isso é o que se vê. Muitas vezes o que temos é uma esquisofrenia: o ser político faz o que pode pelo ser eleitor. E ambos são o mesmo ser.

Mas o que estou querendo dizer é que estou precisando de argumentos, de esperanças. Sei bem em quem não votar. E me recuso a votar em branco ou nulo. Não posso desperdiçar voto. Ainda acredito no voto. É a minha voz, a minha opinião. Não sou mulher de ficar quieta nem de trabalhar pelo negativo. Quero e preciso defender idéias, projetos, metas a serem trabalhadas. Não posso anular, porque pra mim o nulo expressa uma idéia mas não faz referência nenhuma a um projeto.

Então é isso. Um desabafo e também um pedido de argumentos, de arrazoados razoáveis (tem que haver eufemismo, pra dar ênfase), de minhocas novas pra eu por na minha cabeça e ver o que sai. Outubro vem aí.

olbinsky.jpg

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Comments

Amiga: você fou PT.
A os meus braços! Nào va se inquietar, no último minuto sempre pode chegar a iluminaçâo para votar e dar certo.
Eu também acredito no voto, ainda.
Des de fora Lula e para mim um home honensto e enteiro. Adoro.
Nâo sé o que é de dentro, mais acho que tem uma categoria da que deverian aprender muitos políticos aquí na Europa.

Ih, Maray,
Por falta de argumentos, eu me calo.
Quem sabe mais pra frente... daqui a alguns meses...
Tenha fé!
Beijos,
JU...

Não seja egoísta: se ler ou ouvir bons argumentos, divida com a gente. Estamos aqui, no fundo do barco.

demore, mas vote. Nossa única arma. abçs Ops, ia esquecendo...tudo a ver esta ilustração. Linda

Infelizmente, não posso ajudar. Aderi à turma do nulo.
Beijinhos

Maray,

Li seu blog hoje. Gostei. Você tem talento para ser cronista. Vá em frente.

Beijos,

HOW

Eu tenho me decepcionado muito com os politicos, e olha que nem faz tanto tempo assim que eu voto. Penso, penso, mas não vejo muita luz.

Surigo que você, já que não há candidato ideal, vote no mal menor.

vc poderia olhar ao seu redor e colocar uma melancia a cabeca

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