nada é tão ruim que não possa piorar
Uma rachadura no piso. Duas rachaduras no piso. Três rachaduras no piso.
No piso do quintal.
Podia ser várias coisas. Aquele último pedreiro que trocou o piso, por exemplo. Aposto que ele não gostava da minha comida. Uma vingançazinha, talvez?
Ou a qualidade das lajotas de hoje. Um argumento passadista mas bem provável. De fato, as lajotas de hoje quebram mais facilmente.
Ou uma família de toupeiras morando logo abaixo. Mas espera, aqui não tem toupeira. Pra falar verdade, na terra de aterro que sustenta minha casa, nem minhoca.
Um vazamento de água e não se fala mais nisso.
Mas onde?
Novos pedreiros são chamados ( eu prometo que não vou cozinhar para eles e dou o endereço do boteco mais próximo..) e orienta-se. Pode ser na saída de água do banheiro, da pia, do tanque.
Quebra-se tudo. Começando pelo banheiro, pelo tanque, pela pia.
Nessa ordem.
É claro que era na pia.
E nem precisaria ter quebrado quase nada. Só uma lajotinha.
Meu quintal hoje? Praça de guerra iraquiana.
E chove. A cântaros.
Mas podia ser pior. Meu timão podia ter perdido...

Comments
Tanto aí como aqui...la même merde de vazamentôs.
Posted by: Ordisi Raluz | fevereiro 7, 2006 11:30 PM