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    <title>Carta Aberta</title>
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    <updated>2006-02-19T17:47:44Z</updated>
    <subtitle>Uma espécie de livro de crônicasCesar Valente – Florianópolis, SC – 2006</subtitle>
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    <title>De volta para o futuro</title>
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    <published>2006-02-19T15:13:14Z</published>
    <updated>2006-02-19T17:47:44Z</updated>
    
    <summary> O gardenal.org está estreando novidades que vão deixar o sistema menos instável e talvez devolvam o prazer de atualizar o blogue. Aproveito este teste para republicar um desenho que o André Valente fez em 2002 e que permanece estranhamente...</summary>
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        <![CDATA[<p><img alt="lulaserragarotinho.GIF" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/lulaserragarotinho.GIF" width="353" height="407" title="Cartum de André Valente, feito em 2002, mas estranhamente atual em 2006" /></p>

<p>O gardenal.org está estreando novidades que vão deixar o sistema menos instável e talvez devolvam o prazer de atualizar o blogue. Aproveito este teste para republicar um desenho que o André Valente fez em 2002 e que permanece estranhamente atual agora em 2006.<br />
</p>]]>
        
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    <title>VIDA DURA...</title>
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    <published>2006-01-19T14:12:13Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:51Z</updated>
    
    <summary> Aqui as coisas continuam meio paradas, com as barbas de molho. Às vezes faz calor, às vezes frio, umas vezes bate sol, em outras chove... No De Olho na Capital é que tem coisa nova todo dia....</summary>
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        <![CDATA[<p><a href="http://www.gardenal.org/cartaberta/donc-cesar-piscina.jpg"><img alt="donc-cesar-piscina.jpg" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/donc-cesar-piscina-thumb.jpg" width="300" height="307" /></a></p>

<p>Aqui as coisas continuam meio paradas, com as barbas de molho. Às vezes faz calor, às vezes frio, umas vezes bate sol, em outras chove...</p>

<p>No <strong><a href="http://deolhonacapital.blogspot.com">De Olho na Capital</a></strong> é que tem coisa nova todo dia.</p>]]>
        
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    <title>Na estrada...</title>
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    <published>2006-01-03T01:22:00Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:51Z</updated>
    
    <summary> Nada não, só pra lembrar que ainda estou vivo. Até o final da semana, ou um pouco mais, eu volto. Enquanto isso, estou no De Olho na Capital, do Diarinho....</summary>
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        <![CDATA[<p><a href="http://www.gardenal.org/cartaberta/donc-punta49.jpg"><img alt="Punta del Este" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/donc-punta49-thumb.jpg" width="250" height="333" /></a><br />
Nada não, só pra lembrar que ainda estou vivo. Até o final da semana, ou um pouco mais, eu volto.</p>

<p>Enquanto isso, estou no <strong><a href="http://deolhonacapital.blogspot.com">De Olho na Capital</a>,</strong> do Diarinho.</p>]]>
        
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    <title>INSTABILIDADE</title>
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    <published>2005-12-27T14:40:49Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:51Z</updated>
    
    <summary>Parece vagalume, acende-apaga, funciona-não funciona. Vou esperar um pouco antes de mexer de novo. Bom 2006 procês também....</summary>
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        <![CDATA[<p>Parece vagalume, acende-apaga, funciona-não funciona. Vou esperar um pouco antes de mexer de novo. Bom 2006 procês também.</p>]]>
        
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    <title>Manual de instruções deste blogue</title>
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    <published>2005-12-15T12:10:11Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:51Z</updated>
    
    <summary>Este post vai ficar aqui até que os demais, anteriores, tenham sido recolocados, aí embaixo. 2. Não tem post novo: trata-se, por enquanto, de recuperar arquivos (perdidos na catástrofe do gardenal.org) e colocá-los novamente num local relativamente acessível. Para saber...</summary>
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        <![CDATA[<p>Este post vai ficar aqui até que os demais, anteriores, tenham sido recolocados, aí embaixo.</p>

<p>2. Não tem post novo: trata-se, por enquanto, de recuperar arquivos (perdidos na catástrofe do gardenal.org) e colocá-los novamente num local relativamente acessível. Para saber de quando é o post recomendo a providência mais ou menos simples de verificar a data. Se estiver escrito "novembro de 2002" é porque foi publicado no Carta Aberta naquele mês e naquele ano.</p>

<p>3. Todo dia (ou quase), portanto,  tem mais alguma coisa "nova" aí embaixo. Assim, quem ainda não decorou tudo o que saiu em três anos de Carta Aberta, pode encontrar textos que ainda não tenha lido.</p>

<p>4. Ficam, nesta página, os 10 post colocados aqui mais recentemente (e este, que não sai daqui). Os demais estão ali em "Arquivos" (ou "Archives", enquanto não for traduzido).</p>

<p>5. Ah, não estranhem a cara do blogue, assim acinzentado-azulada. É provisória, uma espécie de avental da clínica, que a gente usa enquanto não termina o check-up (a bunda pode aparecer de vez em quando, mas vocês, por favor, não reparem). Assim que o filho raitéc (ou high-tech) tiver tempo, ele consegue umas roupas novas para que eu possa sair à rua novamente. De terno de linho, chapéu côco e polainas, como convém.</p>

<p>6. Só pra lembrar: a vida segue seu curso normal em <a href="http://deolhonacapital.blogspot.com">deolhonacapital.blogspot.com</a>, o blog onde transcrevo a coluna diária que publico no <a href="http://www.diarinho.com.br">Diarinho</a>. Lá tem coisa nova todo dia (exceto domingo).</p>]]>
        
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    <title>CARTAS</title>
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    <published>2002-12-11T13:11:12Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:51Z</updated>
    
    <summary>(Publicado pela primeira vez em 25 de março de 1975, no jornal O Estado) “Daí o português disse...” (Joãozinho – Barreiros) Olha meu filho, contar piada de português podia ser muito bom um ano atrás. Agora não tem a menor...</summary>
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        <![CDATA[<p>(Publicado pela primeira vez em 25 de março de 1975, no jornal O Estado)</p>

<p><em>“Daí o português disse...”</em> (Joãozinho – Barreiros)</p>

<p>Olha meu filho, contar piada de português podia ser muito bom um ano atrás. Agora não tem a menor graça. [Nota do Tradutor: a revolução dos Cravos ocorreu em 25 de abril de 1974]</p>

<p><em>“Tem um buraco aqui na rua...”</em> (Desesperada – Saco dos Limões)</p>

<p>Este tipo de reclamação deve ser encaminhada para o Departamento de Buracos de alguma repartição aí. Ninguém sabe exatamente onde fica e quem cuida dela, mas deve existir. Porque não acredito que tantos buracos, colocados em lugares tão estratégicos, nasçam sozinhos. Seria o caso de escrever uma carta pro Adolfo Zigelli. Não que adiante alguma coisa (às vezes adianta, imaginem só!) mas pelo menos consola outras “desesperadas“, deixando claro que buraco não é propriedade de uma rua, ou um bairro. Em todo caso, desespere-se, porque como já falei, nada adianta: o Departamento de Buracos tomou vacinas A, K e V contra contribuintes reclamantes.</p>

<p><em>“Gostaria de receber uma foto autografada, pois...”</em> (Fanzoca –- Ribeirão da Ilha)</p>

<p>Claro que eu mandaria, se ela estivesse pedindo uma foto minha. Acontece que ela quer uma foto do Heleno, aquele que “canta sempre na rádio Santa Catarina”, músicas cheias de sotaque impreciso, uma das quais chamada “Non son sô palabras lindas”. O locutor anuncia “o sucesso que você pediu” trinta vezes por dia: na metade das vezes entra o Heleno. Vocês agora me digam eu tenho cara de correio sentimental da revista Amiga?</p>

<p><em>“E quando eu estar aí Brrazil, gostarria de conversar com usted, sobre algumas problems que non consigo zolucionar...” </em>(H. Kissinger – de algum lugar do mundo).</p>

<p>Meu caro, na última conversa que tivemos eu te avisei: não apareça mais aqui em casa. Já chega a vez que tu me visitou e não sobrou nem gin nem batatinha frita. Tu só qué sabê de viajá e comê, ô malandro? E não vem me dizendo que agora vai ser diferente não. Afinal te conheço de sobra pra saber a um quilômetro o que tu tá querendo. Outro dia conversei com a Pomba da Paz e ela disse que quer te dar uns cascudos. Onde já se viu ganhar até o Nobel da Paz e não mostrar serviço? Te manca, camarada. Como assim, a paz que se dane?. Às vezes uma guerrinha é necessária pra acabar com o estoque de Napalm da Dow Chemical, (que também fabrica o DDT, por falar nisso) e então o amigo aí lamenta muito mas não consegue um acordozinho. Ou então leva todo mundo para umas férias em Genebra. Enquanto conferenciam, entre um chopinho e outro, a Dow Chemical trabalha. E assim por diante. As coisas neste pé e tu me vem pedir conselho? Vou mandar dizer que não estou. Nem aparece. Desculpem leitores.</p>

<p><em>“Por que tu não elogias alguma coisa?” </em>(Curioso Otimista – Agronômica)</p>

<p>Porque nunca tive vontade de elogiar coisa nenhuma. Se alguém faz uma coisa bem feita, parabéns, não fez mais que a obrigação. Se alguém é eficiente, não faz mais que a obrigação. Agora, se alguma coisa está mal feita, ou não feita, todo mundo deve saber. Da mesma forma se tudo está bem com as pessoas, está tudo normal. Se algo vai mal, talvez as pessoas sabendo possam tomar alguma providência. Depois, o uso do elogio faz a boca mole.</p>

<p><em>“O futebol...”</em> (Torcedor Furioso – Morro do Céu)</p>

<p>Amigo, tu já devia ter notado que não era comigo que tu queria falar. Além de não ser muito chegado ao tal esporte bretão, também não sou muito chegado a histerias coletivas. A escravidão ao futebol chegou a tal ponto que em Porto Alegre, num programa “esportivo” de televisão, transmitido ao vivo, um dirigente do Internacional encheu a cara de um outro de sopapos. Talvez diferenças de opinião. Mas se a gente prestar atenção, vê que em todo lugar, substituindo o feijão, o pão, o leite, a farinha, cai bem uma discussãozinha sobre futebol. Religião era o ópio do povo há algum tempo atrás. Agora o ópio é outro.</p>

<p><em>“Por que que você nunca quer falar comigo pelo telefone?” </em>(Fulana de Tal – Centro)</p>

<p>Então foi tu que andou telefonando a semana inteira, é? Depois a gente conversa, que aqui tem muita gente lendo.</p>

<p><em>“O senhor é que é a seção de cartas?”</em> (Ilegível – Estreito)</p>

<p>Nem sempre.</p>]]>
        
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    <title>CONHECES A ILHA? – A SOLUÇÃO DO PROBLEMA</title>
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    <published>2002-12-10T14:12:13Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:50Z</updated>
    
    <summary>Ia solucionar o problema (veja o post abaixo) só amanhã, mas não resisti. Além do que, o prêmio não atraiu muita gente e foram poucas as respostas. Ou então tenho muitos leitores e leitoras que não são daqui. Ou são...</summary>
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        <![CDATA[<p>Ia solucionar o problema (veja o post abaixo) só amanhã, mas não resisti. Além do que, o prêmio não atraiu muita gente e foram poucas as respostas. Ou então tenho muitos leitores e leitoras que não são daqui. Ou são daqui e não freqüentam essas prainhas de águas calmas, impróprias para uma badalação mais radical e algumas vezes impróprias para banho.</p>

<p>Então tá, vamos lá:</p>

<p><img alt="Foto: Lúcia Valente" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/praia01.jpg" width="170" height="226" /></p>

<p>Tá vendo a ilha de Ratones lá no fundo? Pois então, é Sambaqui, bem ali na ponta onde antigamente terminava a estrada. E onde ficava a casa do Pedro Port e da Telma Piacentini, onde Raimundo Caruso, Emanuel Medeiros Vieira e eu passamos vários fins de semana discutindo, bebendo e fazendo o jornal Desterro. Com a participação, naturalmente, do Pedro Port, que recitava trechos inteiros da Estética, de Lukacs, em francês, para inspirar-nos e encher nosso saco. Ou será que era Das Kapital, em alemão? Por falar nisso, onde anda o Pedro Port?</p>

<p><img alt="Foto: Lúcia Valente" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/praia02.jpg" width="227" height="170" /></p>

<p>Tá legal, o Ribeirão pouca gente conhece porque a estrada é de paralelepípedo e pode estragar o carro novo. Mas é o Ribeirão, e aquele morro lá adiante deve ter um nome que os ilhéus de boa memória certamente saberão, mas eu sesqueci. Só sei que passando ele a ilha acaba.</p>

<p><img alt="Foto: Lúcia Valente" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/praia03.jpg" width="227" height="170" /></p>

<p>E esta era uma pegadinha, como se diz modernamente. Isso aí é Ganchos, em Governador Celso Ramos (tá, eu sei, tem três Ganchos e esse é um dos três. Não sei qual porque a Lúcia, que tirou a foto, está no Espírito Santo e o celular não pega. Amanhã quando ela voltar eu coloco um update explicando direito). Para os leitores não-manés: Governador Celso Ramos (antigamente conhecido como Ganchos) não fica na ilha, fica no continente, um pouquinho ao norte da Ilha. É famosa porque promove o folguedo popular da Farra do Boi, que os paulistas e seus asseclas inventaram de querer acabar.</p>

<p><strong>Update</strong> – "Ficas perguntando se o pessoal conhece e tu não sabes onde fica? Essa praia é a de Ganchos de Fora. No costão tem aquela pousada muito chique, onde a Ana Paula Padrão passou a lua de mel". Lúcia.</p>]]>
        
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    <title>CONHECES A ILHA?</title>
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    <published>2002-12-10T13:11:12Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:50Z</updated>
    
    <summary>Diz a lenda que a ilha de Santa Catarina tem 42 praias. E tem muita gente que se gaba de conhecer todas elas. Pois então tá. Vamos fazer um teste. Aí embaixo tem fotos de três praias. Ô mô pombo,...</summary>
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        <![CDATA[<p>Diz a lenda que a ilha de Santa Catarina tem 42 praias. E tem muita gente que se gaba de conhecer todas elas. Pois então tá. Vamos fazer um teste. Aí embaixo tem fotos de três praias. Ô mô pombo, (como diriam alguns dos personagens do Aldírio Simões) diz aí qual que é cada uma:</p>

<p><img alt="Foto: Lúcia Valente" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/praia01.jpg" width="170" height="226" /><br />
Esta está parecida com o Ribeirão, mas também pode ser Sambaqui, ou Cacupé, ou nem uma nem outra, vai ver que nem é na ilha.</p>

<p><img alt="Foto: Lúcia Valente" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/praia02.jpg" width="227" height="170" /><br />
Esta está parecida com Sambaqui, mas também pode ser no Ribeirão, ou Tapera, ou nem uma nem outra, vai ver que nem é na ilha.</p>

<p><img alt="Foto: Lúcia Valente" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/praia03.jpg" width="227" height="170" /><br />
Ah, esta todo mundo sabe onde fica. Mas também lembra aquele lugar no litoral do Rio, como é mesmo o nome...</p>

<p>Cartas e e-mails para a coluna. O vencedor ou vencedora ficará sabendo que conhece melhor a ilha e ganhará o respeito dos demais leitores.</p>]]>
        
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    <title>IDADE DAS TREVAS</title>
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    <published>2002-12-09T14:12:13Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:50Z</updated>
    
    <summary>Tiraram o Aldir Blanc do jornal O Dia porque ele comparou Garotinho e Garotinha, o casal-governador-eleito do Rio, a Adolf Hitler. Tá rolando a maior discussão, no blog da Cora Rónai (nos comentários do post), sobre essa questão de processar...</summary>
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        <![CDATA[<p>Tiraram o Aldir Blanc do jornal O Dia porque ele comparou Garotinho e Garotinha, o casal-governador-eleito do Rio, a Adolf Hitler. Tá rolando a maior discussão, no blog da <strong><a href="http://cora.blogspot.com/archives/2002_12_08_cora_archive.html#90029424">Cora Rónai</a></strong> (nos comentários do post), sobre essa questão de processar jornalistas. Parece que tem muita gente que mistura uma coisa, que é o direito que todos têm à boa fama, com outra, que é o direito que todos têm de dar sua opinião sobre figuras públicas. E a coisa é misturada mesmo, é assunto complicado, que sempre vai gerar discussões acaloradas.</p>

<p>Processar jornalistas por delitos de opinião é atalho para a censura. Processar jornalistas por calúnia e difamação é direito de quem se sente ofendido. Onde está a fronteira entre uma coisa e outra? Acho que nos casos recentes a indignação das pessoas decentes nasce da história de vida de cada um dos contendores. Jornalistas que a gente sempre leu e acha que não caluniam nem difamam, estão sendo processados por gente em quem a gente não confia, que está sempre tendo que dar longas explicações sobre coisas nebulosas que fazem e fizeram. Sem entrar no mérito de cada processo, sem ler os autos, sem conhecer as sentenças, a gente toma partido não exatamente de cada um dos jornalistas, mas de uma tese: questionar na justiça a liberdade de expressão é atalho para a censura. E abre os olhos e a boca porque a liberdade de expressão é o único bem que a nega tem. E viva o Aldir Blanc.</p>]]>
        
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    <title>DE OLHO</title>
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    <published>2002-12-09T13:11:12Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:50Z</updated>
    
    <summary>Vi este link na Cora e não resisti, trouxe pra cá. Não deixem de ver, ou dar uma olhadinha....</summary>
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        <![CDATA[<p>Vi <a href="http://www.sunbelt-software.com/stu/eye.htm">este link</a> na <strong><a href="http://cora.blogspot.com/">Cora</a></strong> e não resisti, trouxe pra cá. Não deixem de <a href="http://www.sunbelt-software.com/stu/eye.htm">ver</a>, ou <a href="http://www.sunbelt-software.com/stu/eye.htm">dar uma olhadinha</a>.</p>]]>
        
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    <title>A FORMAÇÃO DO JORNALISTA</title>
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    <published>2002-12-08T14:12:13Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:50Z</updated>
    
    <summary>(Advertência do Conselho Nacional de Defesa dos Leitores de Blogs: o texto abaixo é longo demais para estar num blog, sua leitura pode tomar quase dez minutos, dependendo do ritmo de cada um. E o tema é árido para quem...</summary>
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        <![CDATA[<p>(<strong><em>Advertência do Conselho Nacional de Defesa dos Leitores de Blogs</strong>: o texto abaixo é longo demais para estar num blog, sua leitura pode tomar quase dez minutos, dependendo do ritmo de cada um. E o tema é árido para quem não esteja, neste momento, envolvido no debate. Por isso, publico aqui o resumo da história: <strong>um bom curso de Jornalismo pode ser muito útil para quem quiser se profissionalizar, mesmo que o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão</strong>. Se quiser, ainda assim, ler o texto na íntegra, fique à vontade, mas depois não diga que não foi avisado(a).</em>)</p>

<p><img alt="trabalho.jpg" src="http://www.gardenal.org/cartaberta/trabalho.jpg" width="180" height="120" align="right" hspace=6 />Sempre que eu leio, aqui e ali, notas e artigos sobre a formação do jornalista, fico com vontade de me meter. De dizer alguma coisa. Afinal, sou um dos signatários do processo que criou o Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina. Eu estava no grupo de 1978 que achou que a UFSC deveria ter um curso de Jornalismo e fez o projeto de criação. Depois, coordenei o curso em duas ou três ocasiões. Na foto, numa das reuniões na reitoria para prestar contas do andamento do trabalho estão, a partir da esquerda, Moacir Pereira (de costas), Paulo Brito com seu modelito anos 70 de grandes golas, a professor Aurora Goulart, o reitor Caspar Erich Stemmer, o vice-reitor (encoberto) e eu (de costas).</p>

<p>Comecei a trabalhar no jornal O Estado, em 1973. Era redator no Caderno 2. Quando comuniquei ao grande cronista Sérgio da Costa Ramos, na época dirigindo o jornal, que iria para Porto Alegre cursar Jornalismo, a reação não foi boa. Ele meio que tentou fazer-me mudar de idéia.</p>

<p>Mas eu não queria fazer o Curso para ter um diploma que me garantisse emprego. Eu estava empregado e se não fizesse nenhuma grande besteira, continuaria ali por um bom tempo. A faculdade de Filosofia, que eu cursava, ajudava a ampliar a cultura geral, ajudava a pensar, não era totalmente inútil para o exercício do Jornalismo. Mas eu não queria fazer o Curso pelo diploma.</p>

<p>Vou recuar um pouco mais no tempo para contar o que acontecia. O Jornal de Santa Catarina foi o primeiro jornal impresso em rotativa off-set e composto a frio no estado. Foi lançado em 1972, feito por uma equipe de jornalistas gaúchos. Gente extremamente competente, com talento nacionalmente reconhecido pelas carreiras que seguiram a partir dali.</p>

<p>O jornal O Estado (o mais antigo, lembram?) era na época impresso tipograficamente, em rotoplana e composto em linotipo (a tal composição a quente, porque usava chumbo derretido) e com tipos móveis. Não podia ficar atrás e em 1973 passou por uma grande reforma, estreando a rotativa e o novo sistema de composição. E teve, naturalmente, que ampliar a equipe. Foi contratada, para os postos-chave, praticamente a mesma equipe gaúcha que lançara o Santa. Para outras funções, jornalistas locais.</p>

<p>A redação ficou dividida claramente entre os que sabiam fazer jornal e os que estavam ali para aprender. Exemplo acabado da nova rotina de trabalho, o Jorge Escosteguy editava nacional e internacional: preparava o material das agências, definia as páginas, diagramava-as, titulava e baixava para a oficina. Sozinho. E às vezes ainda ia lá fazer o paste-up. Lá de longe, separados fisicamente pelos três degraus que levavam ao Olimpo dos que sabiam tudo, a gente só olhava.</p>

<p>Dei-me conta que jamais iria saber o que eles sabiam olhando assim, de longe. Mas não tive tempo de pensar muito nisso. Num dia, repentinamente, a turma dos que sabia tudo brigou com a direção do jornal e, em grupo, assim como chegou, foi embora. Não de um dia para outro. Da manhã para a tarde.</p>

<p>Foi um dos dias mais longos da minha vida. Cheguei para o trabalhinho de redator de caderno de cultura e variedades, coisa realativamente leve, longe das hard-news, quando o Piranha (diagramador local, que também estava tentando aprender e não se importava com o apelido) contou o que acontecera. Na redação quase vazia estávamos apenas os catarinenses, os que não sabíamos nada. E o jornal do dia seguinte por fazer.</p>

<p>Todos – ou quase todos – tivemos que aprender na marra, fazendo. O jornal do dia seguinte circulou perto das 10 da manhã. Nós tínhamos fechado a edição madrugada alta. Mas fechamos. Fizemos um jornal inteiro sem eles. Levamos muito tempo, não deve ter ficado lá essas coisas, mas o jornal saiu. Eu me senti como quando andei de bicicleta pela primeira vez sem as rodinhas de apoio (e olha que eu era um redator iniciante, sem qualquer função relevante).</p>

<p>Assim que as coisas acalmaram e a gente conseguiu ficar no jornal menos de dez horas, eu voltei a pensar naquela história: eu nunca vou aprender tudo o que eles sabem se ficar aqui só fazendo parecido com o jeito que eles faziam. Procurei um vestibular de Jornalismo que não tivesse matemática, arrumei minha trouxa e fui.</p>

<p>O que eu vi nos lugares em que trabalhei só confirmou minhas suspeitas: não dá para aprender muita coisa nas redações. Ninguém mais tem tempo de te ensinar. Eu ainda tive um ou outro chefe de redação ou de reportagem que tinha mais saco para pegar a matéria e conversar sobre os erros. Mas já rareavam. Jornalistas mais velhos que eu tiveram, de fato, boas escolas nas redações. Era outra época, outro ritmo industrial, o pessoal tinha tempo.</p>

<p>O investimento que os jornais têm feito em programas para jornalistas iniciantes mostra bem como as empresas acham importante receber, na redação, gente que já tenha pelo menos uma noção das coisas. Que possa melhorar e crescer, mas não precise aprender o be-a-bá.</p>

<p>Essa história excessivamente longa quer dizer o seguinte, em resumo: um bom Curso de Jornalismo pode ser muito útil para quem quiser se profissionalizar. Mesmo que o diploma não seja requisito obrigatório para exercer a profissão. Nos Estados Unidos, onde não tem reserva de mercado para jornalistas, a grande maioria dos contratados nos últimos anos fez cursos da área.</p>

<p>E esta questão é relevante, porque mexe no essencial: eu não acho que cursinhos fajutos, montados apenas para aproveitar a obrigatoriedade do diploma devam continuar abertos. Também não acredito na eficácia da obrigatoriedade do diploma. Mas acho fundamental que o jornalista tenha curso superior (de preferência um bom curso de Jornalismo), tenha uma formação cultural ampla e domine a linguagem com que vai obter e contar suas histórias.</p>

<p>Todo o resto é bobagem. “Ah, porque o fulano nunca freqüentou curso de jornalismo e é excelente jornalista” é uma falácia que tem sido muito usada para dizer que qualquer um pode ser jornalista. Qualquer um, que tenha cultura suficiente, conhecimento da língua suficiente, conhecimento das técnicas jornalísticas de apuração de fatos e captação de notícias, domínio da narrativa jornalística, capacidade de contextualizar, inteligência para separar alhos de bugalhos, pode ser jornalista. Basta passar por um treinamento. Nas redações pode ser mais demorado, difícil e frustrante (num ambiente competitivo, aquele que está aprendendo tem muito mais chances de ficar ali, patinando e eternamente aprendendo). Nos cursos pode ser também difícil e frustrante, porque a maioria dos cursos é muito, mas muito ruim mesmo.</p>

<p>E foi isso que a comissão, coordenada pelo jornalista Moacir Pereira, composta pelos professores Celestino Sachet e Aurora Goulart e pelos jornalistas Paulo Brito e eu próprio, achou que estava fazendo ao criar o curso de Jornalismo da UFSC: um curso que fosse útil mesmo quando o diploma não fosse mais obrigatório. Porque em 1978 já se falava em extinguir a obrigatoriedade do diploma. E em 1978 já existiam cursos muito ruins.</p>]]>
        
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    <title>ALPISTE E PAINÇO</title>
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    <published>2002-12-05T14:12:13Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:50Z</updated>
    
    <summary>Acho essa coisa de weblog uma maravilha. De manhã, quando vou até o quintal colocar comida para os passarinhos da vizinhança, acho que eles nunca vão saber que tem comidinha nova na cambuquinha de cerâmica e que nenhum deles, voando...</summary>
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        <![CDATA[<p>Acho essa coisa de weblog uma maravilha. De manhã, quando vou até o quintal colocar comida para os passarinhos da vizinhança, acho que eles nunca vão saber que tem comidinha nova na cambuquinha de cerâmica e que nenhum deles, voando por aquele ceuzão azul de Florianópolis, vai jamais aparecer para comer aquele punhadinho de alpiste ou painço que eu coloco ali.</p>

<p>No blog é a mesma coisa, quando eu escrevo uma bobagem qualquer, do fundo do coração, acho que nenhum dos dois bilhões de seres conectados à Internet naquele momento vai aparecer para ler aquele alpiste literário, aquele painço com vírgulas despejado sobre uma pequena vasilhinha de cerâmica feita em São José, comprada no mercado e trazida pra casa sem qualquer outro propósito que atrair gente e passarinhos.</p>

<p>Pois não é que poucos minutos depois, a mureta onde está o alpiste está cheia de pardais, rolinhas e outros seres mais coloridos e ainda mais barulhentos? E aqui, neste modesto weblog, que vinha horas e horas marcando a presença de um ou outro, às vezes eu mesmo, de repente começa a mostrar novos pardais na rede, gente que aparece sei lá de onde, e acaba completando minha quota diária de leitores. Sejam bem vindos. E bem retornados. Tem painço fresquinho, alpiste acabado de colher, é só rolar a tela mais pra baixo.</p>

<p>Fico longe, com medo de assustar, olhando pela vidraça. Gosto que esta casa, que este weblog, seja lugar pacífico, onde qualquer um, a qualquer hora, possa pousar, sem medo. E tenha uma coisinha ou outra para beliscar, para mastigar.</p>

<p>Ao voar de volta para esse céu imenso, sei lá se dia ou noite, leve no bico um pouquinho da minha alma, que, como toda alma, precisa voar.</p>]]>
        
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    <title>O FUNDO DA XÍCARA</title>
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    <published>2002-12-04T13:11:12Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:49Z</updated>
    
    <summary>(publicado pela primeira vez em 10 de abril de 1973, no jornal O Estado, de Florianópolis, SC) Quando ela deitou estava pensando no dia – ou na noite – em que, com dezoito anos ou mais, não precisasse dormir à...</summary>
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        <![CDATA[<p><em>(publicado pela primeira vez em 10 de abril de 1973, no jornal O Estado, de Florianópolis, SC)</em></p>

<p>Quando ela deitou estava pensando no dia – ou na noite – em que, com dezoito anos ou mais, não precisasse dormir à hora em que dormem as crianças. Já seria então uma jovem e belíssima mulher, cercada de admiradores por todos os lados. Mas ela só concederia a graça de seu sorriso a um único. O melhor e o mais bonito, o mais romântico homem do mundo que, como os outros, estaria a seus pés.</p>

<p>Mas agora não era mais possível saber o que ela estava pensando: tal a confusão de presentes, passados, futuros, que ruidosamente formavam a última e mais débil barreira contra o sono.</p>

<p>Amanhã nada vai se repetir. Nem os sonhos, nem a vida, nem a estranha e fascinante aventura de crescer.</p>

<center>***</center>

<p>Amanheceu quente. Como verão, mas já é outono. A menina acordou cedo. Mais ansiosa que das outras vezes: um dia que começa é sempre promessa ainda não cumprida. O espelho lhe deu a certeza de cabelos embaraçados, mas suaves, e de sorriso ainda cheio de sono. Os olhos estavam, entretanto, tão despertos quanto o coração: ambos meio aflitos e inseguros de tudo o que mais um dia poderia trazer.</p>

<p>Falou com as pessoas, que bocejavam a caminho do café, como se não tivesse falado. Mas sentou-se à mesa com fome e sede. Debruçou-se ainda, como a buscar um último instante de paz. Os bules e os barulhos a trouxeram novamente para sua manhã quente.</p>

<p>Segurou sua xícara como quem segura a verdade. Em seus sonhos refletidos no fundo da xícara não haviam ônibus, demoras, pontes pênseis baloiçantes ou meninas esquecidas. Ela sempre sonhou um moço bom, bonito e romântico, que se lembrava dela e a levava.</p>

<p>No fundo da xícara ela saía sempre com ele. Passeavam por lugares onde ninguém falava de outra coisa, além da felicidade deles dois. Mas ela era ainda muito menina, quando seu sonho fazia-os ficar a sós, tudo embaralhava. Ela não sabia o que sonhar nesta hora. A solução, triste, frustrante, era afogar os sonhos no fundo da xícara com colheradas de açúcar.</p>

<center>***</center>

<p>Nada muda de repente na vida das meninas. Vai mudando aos poucos, da noite para o dia e do dia para a noite. Quando ela descobre o prazer de ser olhada por aqueles olhos, tocada por aquelas mãos, e ouvida por aquele moço sempre bom, bonito, romântico, tudo para. As aulas flutuam como se o tempo fosse aquoso, as conversas não interessam senão a outras meninas, que tenham também sido eletrocutadas pelos seus próprios corações. Corações como o dela que, há algum tempo, quando sonhava no fundo da xícara, não sabia o que sonhar (ao deixar os dois, ela e ele, a sós).</p>

<p>Mas agora, com tudo parado ao seu redor, apenas a sua vida se descontrola e corre rápida... como as lágrimas que chora no dia em que ele, logo ele, lhe mostra claramente (ou confusamente) que não nasceram – como em todas as manhãs o fundo da xícara lhe havia dito – um para o outro.</p>]]>
        
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    <title>FORA DO AR</title>
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    <published>2002-12-03T14:12:13Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:49Z</updated>
    
    <summary>O servidor do Blogger hoje não serviu para muita coisa: ficou fora do ar praticamente o dia todo. Eu poderia lamentar-me, dizer que é um absurdo, que fiquei sem poder &quot;postar&quot; todas as coisas legais que tinha escrito e preparado,...</summary>
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        <![CDATA[<p>O servidor do Blogger hoje não serviu para muita coisa: ficou fora do ar praticamente o dia todo. Eu poderia lamentar-me, dizer que é um absurdo, que fiquei sem poder "postar" todas as coisas legais que tinha escrito e preparado, mas não consigo mais mentir. Desde março de 1988, quando vi um disco voador pousar na praia de Moçambique (a nossa Moçambique, aqui na Ilha de Santa Catarina mesmo) e cheguei a conversar com as criaturas que apareceram nas janelinhas (perguntaram se a águar estava fria e em que direção ficava Varginha), resolvi que só falaria a verdade. E, de fato, nunca mais menti. Bom, então é isso, se o Blogger estivesse no ar o dia todo, talvez esta hora eu estivesse colocando alguma coisa, daquelas velhas, porque hoje não foi um bom dia (outro?) para ficar à frente do computador. Mas como o servidor pifou, fica aqui meu protesto e ficam vocês sem ter o que ler, por enquanto.</p>]]>
        
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    <title>AVIÃO MOVIDO A MOSCAS</title>
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    <published>2002-12-03T13:11:12Z</published>
    <updated>2006-02-18T16:51:49Z</updated>
    
    <summary>Neste final de semana, enquanto esperava a comida num restaurante à beira-mar, estava justamente pensando numa coisa parecida com essa. Aí, através do saite de Leda Beck, descobri como fazer um belo aviãozinho movido a moscas. Uma utilidade, enfim, para...</summary>
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        <![CDATA[<p>Neste final de semana, enquanto esperava a comida num restaurante à beira-mar, estava justamente pensando numa coisa parecida com essa. Aí, através do saite de <a href="http://bitacula.blogspot.com/">Leda Beck</a>, descobri como fazer um belo aviãozinho movido a moscas. Uma utilidade, enfim, para nossas amigas voadoras, que sem ter o que fazer e aparentemente sem outro objetivo que encher a nossa paciência e o nosso camarão de bactérias, ficam voando sem destino, da latrina para a mesa e da mesa para o quibe (oops, não era quibe). Dêem uma olhada, <a href="http://mirrors.meepzorp.com/flyplane/">é só clicar aqui.</a> Não deixer de ver. Podem clicar <a href="http://mirrors.meepzorp.com/flyplane/">aqui </a>também. Ou <a href="http://mirrors.meepzorp.com/flyplane/">aqui</a>. Escolham qualquer local e <a href="http://mirrors.meepzorp.com/flyplane/">cliquem</a>.</p>]]>
        
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