![]() |
|
01.08.03
|
|
O
suave sol de Nova Jersey Em entrevista
pelo telefone, depois de algumas ligações de James para
algum número errado antes de acertar o da repórter, o mui
simpático baixista falou sobre os quase 20 anos de carreira do
Yo La Tengo, o ensolarado e eclético novo álbum, as freqüentes
comparações com o Velvet Underground e sua adoração
pela música brasileira dos anos 60 e 70: "Para mim sempre
pareceu a verdadeira música psicodélica...".
A banda
foi formada em 1984 e viu o nascimento e o desenvolvimento do indie rock.
Como você avalia essa longa jornada, sempre como uma banda independente? Isso nunca
foi um problema para vocês? E mais
pelo amor à música do que para se tornar famoso? Isso tem
a ver com a proposta da banda, o ideal que vocês tem de tocar, por
causa da arte mesmo, e não para serem famosos e estarem na televisão... E vocês
estão aí por quase vinte anos, então tem funcionado... As pessoas
frequentemente comparam o Yo La Tengo ao Velvet Underground, e vocês
até interpretaram a banda no filme Um Tiro Para Andy Warhol
(I Shot Andy Warhol, de 1996). Eles ainda são uma influência
para vocês? Simplesmente
se parecesse com outro... Este novo
álbum, Summer Sun, vocês têm muitos outros elementos,
como coisas de rock experimental, e coisas mais jazzy, muitos pianos...
e tem uma música "Season Of The Shark", que tem algo
de música brasileira... foi uma coisa pensada: "ah, vamos
usar ritmos brasileiros"? Mas vocês
conhecem bastante coisa de música do Brasil? Ainda
sobre este álbum, ele é mais melódico e mais ensolarado,
mais quente, que os outros, não tem tantas distorções
de guitarras e alguns críticos apontaram isso como um "problema",
que é muito diferente dos anteriores... Como vocês lidam
com a crítica? Neste
álbum e os outros dois anteriores, vocês enveredaram por
um caminho mais experimental, algo próximo ao pós-rock,
coisas que não são tão "populares", isso
é um caminho que vocês pretendem seguir nas suas pesquisas
musicais, usar sintaxes diferentes, não ficar no "indie rock"
que conhecemos como "indie rock", de guitarras e tal... nesse
álbum, por exemplo, vocês usam muitos pianos... E assim,
vocês vão fazendo o que querem fazer e experimentando novas
coisas... Há
algum tempo, vocês gravaram o ótimo Strange But True,
com o Jad Fair. Vocês tem planos de fazer outras parcerias com outros
músicos? Esse álbum tem um lado poético mais forte
do que o musical, é o conceito, as letras são fantásticas,
pegar manchetes de tablóides... Planejam
voltar a tocar no Brasil? |
Outros textos de música: O
diretor artístico do com:tradição, Alex Antunes,
responde às críticas do jornalista
Pedro Alexandre Sanches e diz o que quer a nova MPB
O
festival com:tradição
reuniu novos nomes e artistas consagrados para provar que algo está
acontecendo na música brasileira
Festival
Eletronika aponta novas definições
para a palavra música
Stereo
Total se surpreende e se diverte com público na turnê
Party Anticonformista
2Hype
abre espaço para a psicorebeldia de Walter Franco e Zé do
Caixão
Curitiba
Pop Festival peca ao não buscar inovação dentro do pop-rock
nacional
Três
acordes são suficientes para o enérgico álbum de
estréia do Raveonettes
Billy
Corgan, em sua nova banda, crê em Deus,
e desta vez não fala de si próprio
As
canções pop de Lloyd Cole
estão entre o legado esquecido dos anos 80
João
Gilberto prova que todos os sambas parecem ter sido feitos para ele
The
Avalanches quebra paradigmas e vai mais longe do que qualquer DJ já
foi
Radiohead
revisita o passado e amadurece experimentações em Hail
To The Thief
Melancolia
e inadequação unem Morrissey,
Nick Drake e Renato Russo
Atração
do Skol Beats, líder do Stereo MC's
fala sobre os 18 anos de carreira do grupo |