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03.03.04
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Do you remember rock'n'roll? Por Bárbara Lopes
Mas a piada é com a música pop, diluída desde seu nascimento em hits radiofônicos, jingles comerciais e músicas infantis. Assim, as canções do Jumbo soam familiares à primeira audição. Mas, prestando um pouco mais de atenção, descobre-se a sacada, apropriar-se da apropriação, batendo num liqüidificador new-wave, punk, Krafwerk e música brasileira. Uma espécie de versão electro do "Samba Do Crioulo Doido", em que Stanislaw Ponte Preta parodiava os clichês de samba-enredo. As letras são cantadas em arremedos de línguas conhecidas, o tal embromation. Se tantos cantam em idiomas reconhecidos mas sem dizer nada, fazem muito sentido as versões em pseudo-inglês ou japonês do Jumbo. As citações pipocam ao longo do show: "She's Play The Odissey" (ao videogame, não à obra de Homero), "She Has A Pennis", dedicada a Lou Reed, "Amelie Mulan Ou Freak Cat", que abre ao som de realejo.
Isso porque mais que engraçadinhos, a banda é formada por bons músicos. Todos têm seus projetos "sérios": Chill Out Company, Laboratório, Cérebro Eletrônico, Luz de Caroline, Thucbanditiones, Eru e o Ditos, entre outros. Assim, o Jumbo se une a uma linha que tem Os Mulheres Negras (que eles citam como influência) e o fenômeno Los Pirata, grupos em que o humor não esconde o talento e a formação musical de seus componentes, antes é feito a partir deles. Resta saber como isso vai resultar no disco de estréia: Freak to Meet You - The Very Best Of The Jumbo Elektro (The Ultimate Compilation). O trabalho está sendo produzido por Artur Joly (Mugomango), vai sair pela Reco Head, mas ainda não há data de lançamento. |
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