Maio / 2003

"O mais péssimo de todos!"

Por Leonardo Fernandes e Rafael Guedes

Foto: Rafael Guedes
Antonio Snake, tendo ao fundo uma tela
pintada por ele

Com essa máxima bem peculiar, estampada em filmes carregados de regionalismos, o diretor paraense Antonio Snake inaugura a era dos filmes pornô na Amazônia, explorando o que de mais célebre a região oferece. Natural de Soure, na Ilha do Marajó, extremo Norte brasileiro, o cineasta emprega em seus filmes aquilo que o mundo já se acostumou a apreciar na maior floresta do planeta - à exceção da fauna, que talvez o condenasse a patamares grotescos da pornografia.

Snake faz mais do que isso. Um cara esforçado que se arriscou a fazer pornografia em uma região isolada social e geograficamente. Baixo orçamento, mínimo aparato técnico e divulgação boca-a-boca não impediram o profissionalismo do diretor em um mercado ainda inexplorado. Fez de suas limitações instrumento na construção de uma identidade própria, no estilo gonzo, flertando com o inconfundível jeito Buttman de ser.

Em sua curta carreira, já produziu títulos de sucesso, como Cotijuba Extremamente Anal - O Retorno Vol. 6 (ver resenha), e parte agora para seu novo filme, rodado em Belém do Pará. Na sua pequena produtora de vídeo na periferia de Belém, mal ligamos o gravador e Snake já falava de seus filmes, incidentes com a polícia, brega paraense e sobre a dificuldade de se fazer filmes pornô na Amazônia.

Snake - Por incrível que pareça, há toda uma dificuldade em se fazer filme pornô aqui em Belém. Tem mais: essas mulheres que se prostituem aqui pelo jornal não aceitam fazer filme pornográfico. As dos prostíbulos de Belém também não aceitam. Ai tu diz: "Porra, e quem são essas mulheres que fazem vídeo pornô?" São mulheres que não tem nada a ver com prostituição, que trabalham, e tem aquela fantasia de fazer um vídeo. Eu não sou garoto de andar me prostituindo, de andar nas ruas, pelos prostíbulos, me anunciando pelo jornal, mas eu gosto de fazer o vídeo pornô. Não deixa de ser uma profissão, não é verdade? Mulheres casadas e casais liberais, inclusive, já fizeram vídeos comigo.

Quando tu precisas fazer um filme, como é que tu fazes para recrutar o elenco?
A gente põe anúncio no jornal na página de emprego: "Precisa-se de mulheres, maiores de 21 anos, independente, com corpo escultural, bonita, para trabalhar com vídeo erótico..." Nós moramos em Belém do Pará, há toda uma dificuldade. O pessoal vive "dentro do mato", tem a idéia que moramos dentro do mato, mesmo. Então aposto em 21 anos. A pessoa, quando me liga, já tá ciente do que se trata. Muitas já viram o filme, já aconteceu até de mãe, mãe mesmo, vir trazer a filha. "Olha, eu não quero, mas a minha filha é muito bonita, ela tem 19 anos, é loira, peitão, cheia de sarda, ela é linda a minha filha". Você é mãe, você que tá dizendo! Então traga ela que a gente vai ver, né? Mas só que tem o outro lado, a pessoa pensa que é só pra vir transar e ganhar o dinheiro, não é por aí. Eu alerto: "Olha, o filme vai ser rodado aqui em Belém, depois é distribuído pra toda a cidade e pra fora". E as pessoas: "Ah, não é só lá pra fora?!", ficam com aquela vergonha de se expor perante a sociedade. Muitos me abordaram esses dias, em que eu tava trabalhando lá na câmara onde fica a galera da política, na Assembléia Legislativa. Uns e outros chegavam e diziam: "Ei, 'rapá'! Não é tu que é o Snake?" Uns e outros me conheciam: "Eu já vi o teu filme, cara!". Eu digo: "Porra, obrigado, eu fico muito lisonjeado com isso." O cara é promotor e o caralho...

Tu nunca trabalhaste com prostituta?
A única prostituta com quem trabalhei, por incrível que pareça, por causa dela fui preso e passei 22 dias na cadeia, naquele primeiro filme que eu produzi (Cotijuba - Ilha do Prazer Devastação Anal Vol.1), que repercutiu bastante depois desse episódio.

Em que ano foi isso?
Rapaz, eu nem sei, foi em 1997 se eu não me engano.

E qual foi o argumento deles pra te prenderem?
A menina filmou comigo com documentação toda falsa. Porra, era maior de idade, grandona, mulherona. Até porque quem recrutou ela foi o meu primo, que era meu
sócio. Ele foi na Locomotiva [boate de Belém] e conheceu ela. Nós viajamos pra Cotijuba e passamos o final de semana filmando. Produzimos todo o filme, depois ele foi pras locadoras, pagamos, ela assinou o contrato na boa, registrado em cartório e tudo o mais. Depois de um mundo é que a mãe dela veio por aqui e disse que queria mais dinheiro, porque a filha tinha feito um filme. Aí eu mostrei o contrato que ela assinou, e a mãe disse: "Não, esse contrato aí é falso, a carteira de identidade dela é essa aqui". A menina tinha 17 anos. Aí tu já viu só... Ela começou a me chantagear, disse que queria dinheiro, senão ia procurar a polícia. A mulher sumiu e em menos de um mês apareceu com a polícia aqui. Danou-se! Me levaram preso, as fitas que ainda iam ser distribuídas. Fui roubado pela polícia, levaram cordão de ouro, agenda eletrônica, um vidro de perfume "zerado", dez cd's do Roberto Carlos, enfim. Quando fui preso, teve noticiário na televisão, foram tentar me entrevistar...

E como tu fizeste pra sair da prisão?
Meu advogado entrou na história e eu fui solto. Depois teve uma audiência com a juíza, eu expliquei: "Olha, a menina tem documento falso..." Cadê que mandaram prender? Só passaram a mão na cabeça e acabou-se, quem levou a pior fui eu.

Tu já trabalhavas com vídeo antes de começar a fazer filmes pornô?
Eu trabalhava em uma empresa de gás aqui em Belém - não vou falar o nome porque ela não tá me dando porra nenhuma [riso] - e nessa época batia fotos de namoradas minhas e depois mostrava pra um amigo, que era segurança da empresa e tinha uma câmera. Ele dizia "Pô, meu, tu fotografa muito bem, esses ângulos tão bacanas! Compra uma câmera pra ti que quem sabe um dia tu não vai fazer vídeo pornô, tu gosta disso e tal..." Foi quando recebi umas férias, ganhei uma grana e comprei uma filmadora. Ao invés de fotografar, eu passei a filmar as mulheres que saíam comigo, mas nunca vendi as imagens. Eu filmava e depois assistia dentro do meu quarto, "Égua! Bacana e tal..." Comecei a mostrar pra esse meu amigo, "Porra, moleque! Porque tu não faz vídeo pornô?" Porra, aqui em Belém é foda. Cheguei a conversar com uns amigos, que botavam mil e umas dificuldades, como o Marcelo, da banda Zênite, gosta muito de rock e hoje está em São Paulo. Ele foi um dos que disse: "Antônio, tu nunca vai conseguir fazer vídeo pornô". E eu digo "Não, um dia tu vais ver que a minha fita ainda vem com selo da Cine Vídeo", que é um selo pesado. Na primeira tentativa só gastei dinheiro, tentei produzir um vídeo, mas não deu certo.

Em que ano foi isso?
Em 1997. Depois veio o Cotijuba, tive uma boa vendagem, fui preso, gastei uma grana com advogado. Quando saí, vendi o dobro, porque era mais quem queria ver o filme de Cotijuba. Mas hoje já não divulgo mais, porque tem aquela menor de idade e o filme já se tornou velho. Ainda tem muita gente que me pede. Sobre o vídeo pornô, comecei mesmo, valendo, quando vi uma matéria no SBT a respeito das produções pornográficas e tudo que gera um troco. Daí falei pra um primo meu (Adilson, produtor dos filmes) que gosta também, é um cara aventureiro, segue em frente.

Teu primeiro vídeo não deu certo por quê?
Nós chegamos a gravar, mas trabalhando com prostituta sempre tive dor de cabeça. A menina tem que ter paciência, os atores também. Eu atuava e não deu certo, porque eu brochei muitas vezes, em diversas cenas eu brochei pra caralho! É raro um ator não brochar, né? Depois que o vídeo tá produzido, o cara diz: "Porra, esse cara tem um pique do caralho!" Mas tem muito corte por trás daquilo, o cara brocha, pára, toma um banho, relaxa e volta pra cena. Eu também era diretor do filme e dizia pros cinegrafistas como eu queria, tinha que me concentrar em dobro. Ainda levei um amigo, morto de "manicão" [tarado], queria ver como era, fotografar, mas ele só foi é empatar, batia foto e, geralmente, quando se está filmando, só se bate foto no corte. Ele, não. Foi uma dor de cabeça do caralho. Dava uma hora de filmagem, as prostitutas já queriam ir embora. Essas prostitutas, quando você contrata elas, faz uma série de perguntas - idade, com quem mora, se tem pai, se tem mãe,
enfim. Se a pessoa for maior de idade eu não pego ela e digo: "Tá aqui o contrato, vamos filmar". Faço toda uma entrevista, mas elas só pensam no dinheiro, no momento, "Ah, não. Eu moro só. O dia em que chegar nas locadoras, respondo pelos meus atos". Mas quando o filme chega, mesmo, e todo mundo começa a ver e aborda a fulana: "Ah, eu vi teu filme, eu vi tu chupando pica e gozando (sic) na tua cara!", quando ela não suporta toda aquela encarnação da galera, vem pra cima da gente: "Porra, tu botaste na locadora tal!" ...Mas caralho! Eu não te falei que eu ia vender em toda a Belém?! Tá aqui o contrato, você não assinou? Aí começa a chantagear, é uma dor de cabeça. Não trabalho com garotas de programa. Se, na hora de gravação, eu acho que tá errada tal cena, ela não tem paciência, fode 15 minutos e já diz que tá cansada, com câimbra, com dor, e uma série de coisas que eu não gosto.

É por isso que nos teus filmes, na maioria das vezes, as mulheres aparecem com o rosto distorcidos ou coberto pelos cabelos?
Eu já trabalhei com mulheres que têm aquela fantasia, tem mulher que já me ligou e disse: "Antonio, já vi o teu filme, entrei no teu site, queria fazer um vídeo mas não quero que todo mundo veja. Dá pra por um mosaico no meu rosto?". Aconteceu de uma mulher nos procurar e não querer receber o dinheiro, apenas assinou o contrato e fez o filme, porque é uma fantasia dela. Ela disse: "Olha, o cachê eu não quero, eu só quero filmar porque eu gosto, é uma fantasia minha", com a condição de que colocaríamos um mosaico no rosto dela. Tanto é que o meu filme Ninfetas Paraenses Preferem Anal 4 foi feito em Bragança [no interior do Pará] por exigência dela. Fomos pra praia de Ajuruteua, pois ela queria gravar lá como se ela fosse uma mulher bragantina.

Mas isso não atrapalha a vendagem dos teus vídeos?
Atrapalhar, atrapalha. A gente não consegue agradar a todos. Tem uns que gostam e outros não. Eu quero produzir um vídeo novo com o título As Mulheres Mais Depravadas De Belém Do Pará, onde eu quero mostrar o rosto das mulheres.

Como é aceitação do público com relação ao teu produto?
Aqui em Belém o público aceita na boa, os donos de locadora aceitam, compram o meu trabalho e gostam, porque é um vídeo que tem rentabilidade. O pessoal fica curioso de ver uma produção paraense, de repente ele se depara com a vizinha dele no vídeo, ou a ex-esposa, como já aconteceu. Os donos de locadora me procuram pra saber sobre coisa nova... [passa uma mulher em frente ao escritório] Olhaí passando uma gostosa, eu fico doidinho! É a coisa que eu gosto pra caralho, é o meu único vício! Eu digo que é o meu único vício, mesmo, sou obcecado por mulher. Cigarro, droga, bebedeira, pode taí que eu não dou a mínima, mas entrou mulher aí danou-se, eu fico doido!

Quantas cópias tu vendes, em média, por filme?
Aqui em Belém por volta de umas 400 fitas.

Só no boca a boca...
É, no boca a boca.

Como tu fazes a divulgação dos teus filmes?
Eu não tenho uma divulgação porque se trata de vídeo pornô, aí tem aquela dificuldade... Já dei algumas entrevistas, mas aqui é difícil. Em São Paulo o público tem a cabeça mais aberta, os diretores de televisão já têm a cabeça aberta, mas aqui em Belém, não.

Como tu fazes a distribuição das cópias?
Nós vendemos paras as locadoras de Belém, temos um vendedor, eu também faço papel de vendedor, tenho que divulgar o meu trabalho. Belém não tem uma distribuidora de vídeo. Tem de bebida, cigarro, essas porras que não prestam, mas de pornô não tem. Não tem duplicadora aqui em Belém, não tem nada.

Como tu fazes pra vender fora de Belém?
Pela internet. [http://www.amazoniasex.rg3.net]

E pra fora do Brasil?
Já cheguei a vender. Não cheguei a vender em massa, assim. Vendi umas 150 fitas pra Holanda. Eu vendi os direitos autorais de uma fita pra Dinamarca, tanto que eles duplicaram em DVD, mas aí é pra eles, não tem nada a ver mais comigo, o vídeo passou a ser deles.

Snake, fala sobre os filmes que tu fizestes.
O primeiro foi Cotijuba Ilha do Prazer - Devastação Anal 1. Depois Marajó Ilha do Prazer Devastação Anal 2, Mosqueiro Devastação Anal 3, Ninfetas Paraenses Preferem Anal 4. O nº5 eu vendi os direitos autorais, era um confidencial meu de duas horas gravado pelas ruas de Belém, Confidencial Por Antonio Snake. Voltei à ilha de Cotijuba e gravei Cotijuba Extremamente Anal - O Retorno Vol. 6, com cenas gravadas dentro do presídio de Cotijuba. O outro (vídeo) também, que é Making Off Volume 7, que reúne as melhores cenas de bastidores, erros de gravação, cenas inéditas gravadas nas ruas de Belém, na (avenida) Almirante Barroso. Participei recentemente de outra produção, também paraense, que é do meu sócio, meu primo, que é Halloween Do Sexo e de outros que eu já gravei com uma produtora holandesa, mas não posso divulgar o nome.

Tem algum pra gravar agora?
As Mulheres Mais Depravadas De Belém Do Pará.

Tu te inspiras em alguém pra fazer os teus filmes?
O meu espelho é o Buttman. Se eu hoje gravo vídeo pornô, gosto de vídeo pornô, meu grande espelho disso tudo é o Buttman. Gosto muito dos filmes dele, do jeito que ele filma, tanto é que o filme dele, de uns cinco, seis anos pra cá, faz um estilo de vídeo gonzo.

Quanto tempo tu levas pra produzir um filme?
Com bons atores, em uma semana eu faço a produção de um vídeo, um vídeo gonzo, sem roteiro.

Qual o equipamento que tu usas, geralmente?
Só uma câmera Super V e tô partindo agora pro digital. Com uma câmera faço toda a produção de um vídeo e vendo mais do que esses curta metragens em que o pessoal gasta
um dinheirão.

Quanto custa, em média, um filme?
Depende. Mas, por alto, R$ 7000, por aí. Os atores recebem em torno de 350 a 500 por filme, para uma atriz. Os homens saem mais baratos, por ainda não ter um nome no mercado. O ator pornô pode ganhar bem desde que dê continuidade, não pode fazer um ou dois filmes e largar tudo.

A produção técnica dos teus filmes - gravação em vídeo, som ambiente, paisagens naturais como locação - é uma necessidade ou um estilo?
É porque eu gosto, gosto de paisagens e tudo o mais. Se você loca um filme pornô, hoje, todos são rodados em cima de uma cama. Como a nossa Amazônia bonita, sempre que puder quero gravar em praias, dentro de mata, igarapé. É um cenário rentável, lá pra fora o pessoal gosta muito.

Por que "Snake"?
Gosto muito de rock e gosto da banda White Snake. Eu gosto tanto da banda White Snake que eu vou botar meu sobrenome Snake, né?

Teus filmes sempre trazem o rock na trilha sonora, como o Cotijuba...
É rock, sempre é rock. Eu não vou divulgar a música aqui da terra, que é o maldito do brega. Se eu tivesse dinheiro, dinheiro mesmo, eu ia morar pra Austrália, Holanda, só pra não ter que escutar brega. E como o Marcelo, da Zênite apostava no meu trabalho, quis botar a banda porque e uma forma de divulgar também.

Qual a repercussão entre teus conhecidos e familiares sobre a tua decisão de fazer filme pornô?
Minha família aceitou na boa. Eu sou muito católico, por incrível que pareça. Sempre que posso vou à Igreja de Perpétuo Socorro. Inclusive lá sou reconhecido por quem freqüenta, "Porra, não é você que é o Snake? Já vi teu filme e tudo o mais..."

Esses filmes que tu citastes, agora, produzido com os holandeses, foram feitos com atrizes e atores daqui?
Dois atores daqui, uma atriz paraense e o resto tudo de lá. Vieram produzir aqui porque viram meu trabalho, gostaram e apostaram. Você sabe que o nome Amazônia, aqui ninguém dá a mínima, mas lá pra fora, se você for cobrar pela foto de um urubu, na Dinamarca, na Holanda, na Inglaterra, você vende a foto daquele pássaro. Tanto é que, quando esses holandeses vieram aqui em Belém, gastaram mais de três rolos de filme fotografando urubu, o Ver-o-Peso, com toda aquela fedentina que tem.

Falando um pouco das tuas atribuições, tu és diretor, ator, produtor, editor, roteirista, cameramen e ainda faz o projeto gráfico das capas das fitas. Faltou algum cargo?
Ainda sou vendedor. Quando as fitas chegam de São Paulo, da duplicadora, aí eu faço as vendas, visito as locadoras. Pra mim é um prazer conhecer os donos de locadora, apesar de eu já conhecer todos, mas às vezes tem um novato no ramo. E eu sempre gosto de ter o contato direto com o dono da locadora, saber da aceitação do meu vídeo na locadora dele.

Comenta essa declaração: "Snake, o mais péssimo de todos".
Pela minha audácia em produzir vídeo pornô aqui em Belém. Porra, um vídeo pornô aqui em Belém, uma cidade em que só se escuta brega, a mentalidade do público é extremamente baixa! Quando se fala de sexo, todo mundo gosta de sexo, todo mundo gosta de transar! E quando se fala de sexo entra aquele puritanismo, o cara fica retraído. Pra mim é normal, é o meu trabalho, ver uma mulher nua na minha frente é normal, ver gente transando na minha frente é normal, não tenho mais aquela curiosidade. Eu fui o mais audacioso e tô sendo o mais audacioso por estar produzindo vídeo pornô. Já fui preso, já fui extorquido por policiais e uma série de dificuldades, mas eu continuo porque gosto, quem sabe um dia minha estrela não vá brilhar e Belém não vá dizer "É, realmente, o cara merece!"

 

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