
A história de Tacna está muito ligada à Guerra do Pacífico e suas principais referências dizem respeito a esse período. Localizada no extremo sul do Peru, a apenas 36 km da fronteira com o Chile, a cidade passou ao domínio do vizinho do sul após o conflito, em 1879. Na época, foi definido que Tacna ficaria nessa condição até 1889, quando a população local escolheria sua pátria por meio de um plebiscito. Isso acabou não acontecendo, mas, em 1929, a cidade voltou ao Peru por vias diplomáticas.
Com esse passado, Tacna ficou conhecida como a “cidade heróica” e o principal monumento, o Arco Parabólico ou Arco dos Heróis, localizado na Praça de Armas, a principal da cidade. Como o nome indica, se trata de uma homenagem a comandantes peruanos daquela guerra, como o almirante Miguel Grau e o coronel Francisco Bolognesi. Outros marcos são a Pila Ornamental, feita de bronze, e a catedral. Ambos projetos escritório do francês Gustave Eiffel.
O fato de ser estar na fronteira influencia outros aspectos em Tacna. A cidade é a segunda maior porta de entrada no Peru. Além disso, se transformou em uma região de livre comércio e trânsito, o que atrai chilenos e bolivianos.

Nem o futebol escapou das referências à Guerra do Pacífico. O principal clube da cidade recebeu o nome de Coronel Bolognesi. Sem grandes conquistas, a equipe quase conseguiu uma vaga na Libertadores desse ano, perdendo uma Liguilla classificatória para o Cienciano de Cuzco.
Depois do Mansiche de Trujillo, o estádio Modelo de Tacna foi o que teve maior aumento em sua capacidade. Dos 10 mil lugares originais foi para 25 mil. Bastante se for considerado que a população total da cidade é de 260 mil.
Ubiratan Leal
Imagens: Virtual Peru e La Tercera
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