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agosto 29, 2004 Atenas’06: as Olimpíadas esquecidas A escolha de Atenas como sede dos Jogos Olímpicos de 2004 foi uma forma de compensação após o constrangimento causado pela vitória de Atlanta em 1996, ano em que se celebrou o 100º aniversário das Olimpíadas modernas. Assim, COI deu à capital grega a chance de sediar o evento pela segunda vez. Ou melhor, pela terceira. Afinal, Atenas organizou uma edição dos Jogos em 1906. O problema é que poucos se lembram dessas Olimpíadas. Certamente uma das mais importante de todas. Em 1901, o Movimento Olímpico havia decidido que, nos anos pares sem Olimpíadas, seriam realizada uma série intercalada dos Jogos. Foi uma decisão polêmica, que não encontrou apoio, por exemplo, do Barão de Coubertin. Ainda assim, em 1906, foram realizados os segundos Jogos Olímpicos de Atenas. Os gregos aproveitaram as comemorações de 10 anos das Olimpíadas modernas para organizar um evento fundamental para a sobrevivência dos Jogos.
Dispostos a mostrar que a Grécia era a verdadeira casa do evento, o governo local decidiu investir muito, principalmente na organização, lançando idéias adotadas até hoje. Por exemplo, construíram os primeiros alojamentos para atletas que pudessem se assemelhar a uma vila olímpica, criaram a cerimônia de abertura (foto), concentraram as competições (foi de 22 de abril a 2 de maio) e instituíram a premiação com medalhas de ouro, prata e bronze. Até então, o vencedor ficava com a prata e o segundo com o bronze. Mas o legado mais importante deixado pelos gregos foi a prova de que os Jogos Olímpicos eram viáveis, apagando um pouco a péssima imagem deixada pelas confusas edições de 1900 e 1904. A impressão foi tão boa que muitos dirigentes voltaram a defender a idéia que as Olimpíadas deveriam ser realizadas sempre em Atenas. Claro que não tiveram sucesso. De qualquer forma, foi o impulso decisivo para os Jogos de 1908. Inicialmente programados para Roma, foi transferido para Londres após uma erupção do vulcão Vesúvio em 1906, que consumiu a verba que o governo italiano destinara ao evento esportivo. Os britânicos, apesar da parcialidade da arbitragem que imperou nos Jogos que organizaram, também souberam realizar Olimpíadas bem-sucedidas. E, a partir desse momento, não haveria mais como os Jogos morrerem. Em 1910, Atenas receberia outra edição das Olimpíadas, mas a Grécia entrou em guerra com a Turquia e o evento foi cancelado. Em 1914, a Primeira Guerra Mundial tornou impossível a realização do evento. Após o término dos conflitos, o COI decidiu extinguir os Jogos Intercalados, o que fez do evento ateniense de 1906 uma edição extra-oficial das Olimpíadas. Hoje, são chamados de Jogos Intermediários e suas medalhas não contam no quadro geral histórico. De qualquer forma, foi uma edição muito mais importante que as de 1900 e 1904.
Chamado de “Homem Borracha”, ele conquistou oito medalhas de ouro, permanecendo invicto em sua trajetória olímpica. Em 1900 e 1904, venceu nos saltos triplo em distância e em altura. Só não repetiu a trinca em 1908 porque o salto triplo sem corrida foi retirado do programa. Em 1906, Ray Ewry foi campeão nos saltos em distância e em altura. Se aquela edição dos Jogos fosse considerada oficial, o norte-americano teria 10 títulos olímpicos, que o tornariam o maior vencedor da história do evento. Com 8, está a um título de Mark Spitz, Paavo Nurmi, Larisa Latynina e Carl Lewis. Ubiratan Leal/Imagens: Stadio e Historia de los Juegos Olímpicos Obs.: clique no “Continue lendo...” e veja o quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Atenas em 1906. QUADRO GERAL 1 - França (15 ouro, 9 prata, 16 bronze, 40 total); 2 - Estados Unidos (12 o, 6 p, 6 b, 24 t); 3 - Grécia (8 o, 12 p, 12 b, 32 t); 4 - Grã-Bretanha (8 o, 10 p, 5 b, 23 t); 5 - Itália (7 o, 6 p, 3 b, 16 t); 6 - Suíça (4 o, 3 p, 1 b, 8 t); 7 - Alemanha (3 o, 6 p, 5 b, 14 t); 8 - Áustria (3 o, 3 p, 3 b, 9 t); 9 - Dinamarca (3 o, 2 p, 1 b, 6 t); 10 - Suécia (2 o, 5 p, 6 b, 13 t); 11 - Hungria (2 o, 5 p, 3 b, 10 t); 12 - Bélgica (2 o, 2 p, 3 b, 7 t); 13 - Finlândia (2 o, 1 p, 1 b, 4 t); 14 - Canadá e Noruega (1 o, 1 p, 0 b, 2 t); 16 - Holanda (0 o, 1 p, 2 b, 3 t); 17 - Grécia/Egito (0 o, 1 p, 1 b, 2 t); 18 - Austrália (0 o, 0 p, 3 b, 3 t); e 20 - Boêmia (0 p, 0 p, 2 b, 2 t) ATLETISMO
100 m rasos (masculino) 400 m rasos (m) 800 m rasos (m) 1.500 m rasos (m) Maratona (m) 110 m com barreiras (m) Salto em altura (m) Salto com vara (m) Salto em distância (m) Salto triplo (m) Salto em altura parado (m)* Salto em distância parado (m) Arremesso de peso (m) Lançamento de disco (m) Lançamento de disco estilo grego (m)
Lançamento de dardo estilo livre (m) 1.500 m marcha atlética (m) 3.000 m marcha atlética (m) 5 milhas (m) Arremesso de martelo (m) Pentatlo (m) CICLISMO 1 km largada parada (m) 5 km pista (m) 20 km pista (m) Velocidade (m) Tandem (m) Individual de estrada (m) ESGRIMA Florete individual (m) Sabre individual (m) Sabre três pontas (m) Sabre para mestres (m)* Sabre por equipes (m) Espada individual (m) Espada para mestres (m) Espada por equipes (m) FUTEBOL Masculino GINÁSTICA ARTÍSTICA Competição por equipes (m)
Individual 5 aparelhos (m) Individual 6 aparelhos (m) Salto sobre o cavalo (m) LEVANTAMENTO DE PESO Aberto uma mão (m) Aberto duas mãos (m) LUTA GRECO-ROMANA Peso leve (m) Peso médio (m) Peso pesado (m) Geral (m) NATAÇÃO
100 m livre (m) 400 m livre (m) Milha (m) Revezamento 4x250 m livre (m) REMO Single (m)* Dois com (m) Dois com milha (m) 16 homens (m) Seis com (m) Quatro com (m) SALTOS ORNAMENTAIS Plataforma (m) TÊNIS Simples (m) Duplas (m) Simples (feminino) Duplas mistas TIRO Carabina livre 300 m (m) Carabina livre modelo 1873-74 (m) Carabina livre duas posições 300 m (m) Carabina livre 300 m equipes (m) Pistola de combate 20 m (m) Pistola de combate 25 m (m) Comente esse texto (0) |
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