Eurocopa terminada, é hora de um pequeno balanço. E uma das melhores formas de resumir o que de melhor se viu na competição é ver a seleção da competição. Cada um terá seu 11 ideal, e o Balípodo tem o seu. Os critérios são discutíveis, a escolha dos nomes também. Até porque ficou com uma quantidade meio excessiva de espanhóis. Mas, bem, é melhor parar de enrolação. Veja abaixo a seleção da Euro do Balípodo e dê você também seu pitaco.
Casillas
O goleiro espanhol teve poucos momentos espetaculares, ao contrário de Buffon e Van der Sar. No entanto, quando a Espanha mais precisou, ele esteve pronto para manter a segurança da Fúria. Casillas não tomou nenhum gol no mata-mata e, no duelo com Buffon na disputa de pênaltis contra a Itália, o madridista se deu melhor defendendo duas das quatro cobranças da Azzurra. O desempenho foi coroado com o direito de erguer a taça como capitão espanhol.
Sergio Ramos
O fato de o Real Madrid ter gasto mais de € 20 milhões para tirá-lo do Sevilla logo colocou no jogador o rótulo de “farsa” e “mais um espanhol superestimado”. Pois não é bem assim. Sergio Ramos ainda é um pouco afobado (a inexperiência pesa), mas fez uma Eurocopa irretocável. Ficou claro para quem ainda tinha dúvidas de como ele se torna um grande jogador quando deixa o miolo de zaga para atuar como lateral-direito. Muito criterioso na decisão de quando é possível apoiar, manteve sempre seu setor protegido dos atacantes adversários.
Puyol
Puyol tem um cabelo engraçado, é estabanado e não goza de grande técnica. Ainda assim, foi soberano no miolo de zaga da Espanha. Compensando a falta de classe com muita determinação, sem entregou em cada jogada, atirando-se na frente do adversário, saltando mais alto que qualquer um e ainda liderando toda a defesa espanhola (a melhor da competição, ao lado da Croácia, por média de gols sofridos). Justificou a confiança que os barcelonistas têm em seu futebol.
Chiellini
Nos altos e baixos que foi a campanha italiana, Chiellini foi uma feliz surpresa. Lateral de formação, foi deslocado para a zaga depois da atuação desastrosa de Materazzi na estréia contra a Holanda. Ao lado de Panucci (outro lateral deslocado), a defesa azzurra se tornou muito mais sólida. O modo como Chiellini absorveu a pressão da Espanha no duelo das quartas-de-final está entre as melhores atuações individuais da competição.
Zhirkov
No jogo envolvente e ofensivo da Rússia, os avanços dos laterais Anyukov e Zhirkov eram fundamentais. Ambos chegavam ao ataque como opções para os russos abrirem os jogos, sobretudo por tabelarem com os meias de armação. Zhirkov acabou com maior destaque porque sua posição teve menos concorrentes na Euro e porque teve mais chances de criar jogadas com Arshavin, o talento especial do time russo.
Marcos Senna
A Espanha jogava com uma linha de quatro defensores, um volante e três (na final, quatro) meias de armação. Ou seja, por mais que o trio (ou quarteto) de criação ajudasse na marcação, o único volante era sobrecarregado e seu desempenho era fundamental para dar consistência ao time. E foi o que fez Marcos Senna. Incansável na marcação, correndo de um lado para outro do campo, não deu paz aos meias adversários e permitiu que seus colegas de meio-campo tivessem mais liberdade para avançar.
Schweinsteiger
Depois de uma temporada melancólica no Bayern de Munique, Schweinsteiger voltou a mostrar o futebol que o tornou uma das principais esperanças da Alemanha para os próximos anos. Muito consistente em sua faixa de campo, ainda foi preciso em cruzamentos (alguns resultaram em gols) e até na finalização. Suas atuações contra Portugal e Turquia lhe valeram a presença na seleção da competição.
Xavi
O trio Xavi, Iniesta e David Silva teve grande papel para dar força ofensiva à Espanha. E, entre os três, o de maior destaque foi Xavi. O barcelonista chegou ao ataque quando necessário (fez um importantíssimo gol contra a Rússia nas semifinais) e ainda fez a bola circular em jogos cruciais, contra Itália e Alemanha.
Sneijder
Foi a grande figura do futebol espetacular apresentado pela Holanda na primeira fase. Sneijder tem talento para ser um jogador muito acima da média, não fossem sua falta de constância. Na Eurocopa, o jogador do Real Madrid esteve em seu moemnto positivo. Assim, foi o meia insinuante, confiante, que arremata muito bom de fora da área e sabe distribuir o jogo com inteligência.
Arshavin
Suas atuações contra Suécia e Holanda foram suficientes para fazer meio G14 sonhar com seu futebol. Meia-atacante que sabe driblar sem perder a objetividade, trabalhou muito bem ao lado de um atacante de referência (no caso, Pavlyuchenko). Sua entrada na terceira partida (perdeu as duas primeiras por suspensão) fez a Rússia mudar completamente de comportamento. De um time titubeante, se tornou uma seleção capaz de assustar qualquer equipe da Europa.
Villa
A disputa entre Villa e Podolski foi bem dura. O alemão tem o mérito de ter sido o vice-artilheiro e ter dado várias assistências. O espanhol foi o artilheiro, mas caiu de rendimento nas últimas rodadas. Villa leva a vantagem na escolha porque Poldi foi meia ofensivo em boa parte da campanha alemã.
Guus Hiddink
É um técnico que deixa sempre uma marca positiva nos times que trabalha. Ele conseguiu transformar a Rússia de time médio a força continental. Extraiu tudo o que podia dos jogadores que tinha à disposição, montando uma equipe muito ofensiva e consistente, que quebrou completamente o jogo inteligente da Suécia e o espetáculo da Holanda. É verdade que os russos caíram muito de nível na semifinal contra a Espanha, mas Hiddink já tinha feito seu trabalho.
Ubiratan Leal
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