Por causa da final da Copa de 2002, o goleiro Oliver Kahn ganhou bastante antipatia no Brasil. Muitos elevaram o alemão à condição de símbolo do inimigo brasileiro na luta pelo quinto título mundial. E não conseguem esconder o ar de satisfação ao lembrar que foi ele quem falhou no gol que abriu o caminho para a vitória da Seleção na final.
Bem, não é apenas no Brasil que Kahn é visto com antipatia. Na Alemanha, não são poucos os que têm restrições ao comportamento do goleiro do Bayern de Munique. Tudo porque ele não tem medo de falar o que pensa, em níveis jamais imaginados em um clube brasileiro. Por exemplo, ele critica abertamente seus colegas de equipe e não tem pudor em mostrar-se pouco apegado ao conceito de “grupo unido”.
Pode até ser antiético o que Kahn diz à imprensa. De qualquer maneira, não se pode deixar de reconhecer que é um sujeito que combate a hipocrisia no futebol. Ele pode não ter grandes amigos, mas é um risco que ele próprio decide correr em nome disso.
Ubiratan Leal
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