A Nike acaba de lançar uma nova linha de camisas do Flamengo. Na esteira do sucesso das camisas retrô que homenagearam o título Mundial de 1981 (lançadas em 2006), a fabricante decidiu fazer mais um desenho com inspiração oitentista. Como sempre, reforçando os tons de vermelho e negro, combinação de grande identificação com o clube, mas que, curiosamente, não são as originais.
Quando foi fundado, em 17 de novembro de 1895, o Flamengo adotou as cores azul e ouro em listras horizontais. Na época, era um grupo de praticantes de remo que iniciava suas atividades na praia do Flamengo. E, como um clube auriazul, os flamenguistas atravessaram o primeiro ano de sua história.
Em pouco tempo ficou evidente que manter as cores azul e dourado seria complicado. Tecidos com tais cores eram importados da Inglaterra e não tinham grande qualidade. No ambiente agressivo (sol forte e ar salino) do Rio de Janeiro, as camisas desbotavam depois de um tempo e ter sempre camisas novas seria algo dispendioso. A solução era mudar as cores. Em 23 de novembro de 1896, os dirigentes abandonaram as cores originais para adotarem o vermelho e preto. Nascia o Rubro-Negro.
Tradicionalmente, o desenho da camisa é de listras horizontais, como na época auriazul. No entanto, houve mudanças pontuais, como a camisa quadriculada que ficou conhecida como “papagaio vintém” e versões toda vermelha e toda preta em 2000 (as duas últimas muito bonitas e presentes em fotos abaixo). No ano do centenário, foi lançada uma camisa auriazul comemorativa.
Nas camisas de listras horizontais, o que muda mais é a espessura da camisa. O normal são faixas finas, que são as preferidas pelo Balípodo. No entanto, ultimamente os desenhos vinham sendo pouco felizes e retomar as camisas de listras grossas, como as da Adidas na década de 1980, é uma mudança interessante para reforçar a lembrança do torcedor flamenguista de uma época de glória do clube.
As duas camisas novas do Flamengo, com uma da década de 1960 ao lado, mostrando as listras finas. Na linha de baixo, camisas especiais: a azul que lembrou o passado auriazul, toda preta e toda vermelha
Ubiratan Leal
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