http://www.gardenal.org/balipodo/balipodo_logo_2005.gif

Busca


Últimas atualizações

Chutômetro
Chutômetro 6

Chutômetro
Soluções do Chutômetro 5

Quem é vivo...
Ruy Ramos

Com que roupa...
Atlético de Madrid

Histórias
O Manchester que assustou United e City

Cultura & Mídia
La Pasión Laica

E se...
E se a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

Cultura & Mídia
Sociedade não precisa saber da vida de Casão

Arquivos

Procure nos alfarrábios por assunto

Contato

ubiraleal@gmail.com

RSS

Clique aqui e veja o Balípodo em RSS

Powered by

Gardenal.org

Considerações legais

Clique aqui


« Inter: orgulho do Brasil | Página inicial | Europeu Sub-21 (parte 1) »

3/07/07

Brazil

Reação rápida leva Goiás à vice-liderança

Sao Paulo x Goias 2007.jpg

As perspectivas para o Goiás no início do Brasileirão eram das piores. O time estava desmontado, sem sentido coletivo e de moral baixo após perder o Campeonato Goiano para o Atlético-GO. Para piorar, Geninho, que conduzira o clube a boa campanha no nacional de 2006, foi demitido. Sem reforços de peso, havia indícios de que a briga do Goiás seria por posições na metade de baixo da tabela.

Muita coisa mudou em dois meses. Da derrota para o Atlético-GO em 6 de maio para a vitória sobre o Sport em 7 de julho, o Alviverde não tem mais o status de candidato ao rebaixamento. Agora, é vice-líder do Brasileirão e vem em série de seis partidas sem derrota. Algumas delas, que merecem todo o respeito, como os 3 x 0 sobre o Atlético-PR na Kyocera Arena. Nada mal.

O principal motivo desse salto de qualidade goiano foi a rapidez com que o treinador Paulo Bonamigo descobriu como aproveitar melhor as características de seus jogadores para remontar o time. Aí, o destaque é a mudança de posicionamento de Paulo Baier, lateral ofensivo que teve seus melhores momentos na Serrinha.

A contratação do jogador foi uma questão de oportunidade. Paulo Baier havia rescindido com o Palmeiras por falta de pagamento de salários e estava à disposição a custo baixo. Era uma pechincha, ainda mais considerando a ligação que o atleta tem com o Goiás. Assim, a diretoria alviverde contratou o lateral, mesmo não precisando de reforço na posição (Vítor foi bem no Brasileirão 2006).

A grande sacada de Bonamigo foi perceber que a presença de Paulo Baier não significava que Vítor ficaria de fora. Ou vice-versa. Era possível usar os dois bons jogadores ao mesmo tempo. Para isso, bastaria mudar o posicionamento de Baier, que declaradamente tem mais desenvoltura nas funções ofensivas.

Sem mudar o 3-5-2 de Geninho, o novo técnico colocou Fábio Bahia na ala direita e deslocou Paulo Baier para o setor de armação, um pouco mais à frente, ocupando a vaga de um decadente e inoperante Petkovic. Desse modo, além de contar com os dois jogadores, o Goiás passou a ter um lado direito forte e insinuante, sobretudo em contra-ataques. Na frente, Fabrício Carvalho e Welliton formam uma dupla técnica e oportunista.

Defensivamente, a chave é ter um trio de zagueiros fixos (em geral, Leonardo, Amaral e Paulo Henrique), protegidos por dois volantes (Cléber Gaúcho e Élson). O meio fica bem fechado, mas a marcação ainda é falha na cobertura pelas laterais. Tanto que a defesa não está entre os pontos fortes do Alviverde.

No todo, não é um time técnico e dificilmente conseguirá manter esse ritmo forte até o final do campeonato. Ainda assim, não há como ignorar o mérito momentâneo e jogadores e comissão técnica do Goiás, pois ambos desenvolveram em poucas rodadas uma linha de raciocínio e montaram uma equipe coesa.

Ubiratan Leal

Imagem: Gaspar Nóbrega / Vipcomm

Deixe sua opinião (1)

Nedstat Basic - Free web site statistics