Adriano surgiu no Guarani como se fosse o novo Neto. Desde a adolescência, já se sabia que era talentoso, bom batedor de faltas e temperamental. Algumas dessas características foram confirmadas em sua primeira aparição nacional, no Mundial Sub-17 de 1991, na Itália. Contra a Alemanha, o meia driblou quatro adversários, incluindo o goleiro, para fazer o gol que lhe valeu o título de melhor jogador do torneio (ainda que o Brasil tenha caído nas quartas-de-final).
No ano seguinte, foi contratado pelo Neuchâtel Xamax. A expectativa é que estouraria no clube suíço e logo iria para um país mais tradicional da Europa. Nada disso. Perdeu espaço e acabou voltando ao Brasil. A partir daí, iniciou uma trajetória descendente, em que sempre é contratado por potencial nunca confirmado.
A lista de clubes por que passou é assustadoramente grande. Segura o fôlego e vamos lá: Guarani, Neuchâtel Xamax-SUI, Botafogo, Juventude, São Paulo, Náutico, Atlético-MG, Sport, Urawa Reds-JAP, São Paulo, Bahia, Náutico, Portuguesa Santista, Pogón Szczezin-POL, Bragantino, CRB, Atlético Nacional-COL e Juventus.
Hoje, praticamente esquecido, ainda está na ativa. Adriano é dono do Oeste Paulista, clube de Presidente Prudente que joga a quarta divisão paulista. Além de mandar no clube, ele é meia. Como o técnico é seu irmão Juliano Gerlin, fica tudo em família.
Ubiratan Leal