A torcida corintiana vai reclamar. E com razão. Não há a menor explicação para a contratação de Vampeta por parte do clube, pois não serve nem para justificar um acerto de contas, como a contração de Marcelinho Carioca. No entanto, a falta de vergonha de reaparecer desse modo não deixa de ser mais uma boa história para contar a respeito do (ex-?) volante de Nazaré das Farinhas.

Vampeta foi um grande jogador? Não, teve apenas um início promissor em Vitória e PSV e um verdadeiro bom momento entre 1998 e 2001. De resto, parecia sempre o jogador que decepcionava diante da expectativa criada. Mas, ao menos, ele soube fazer seu marketing tornando o futebol um pouco menos sisudo.
Alguns chatos consideram suas provocações, como as de Souza e Amoroso, perigosas. Balela, tanto que mesmo os são-paulinos – vítimas preferenciais do “Velho Vamp” na época de Corinthians – não ficavam tão revoltados. Apenas respondiam. Nada de “ofendeu nossa honra” ou coisas do tipo.
No Flamengo, Vampeta (que chegou em troca de Adriano) ficou marcado pelo “eles fingem que pagam, a gente finge que joga”. É mentira? Não. Pode ser condenável o comportamento, mas é o que muitos jogadores fazem e fizeram quando estavam com salários atrasados. Então, para que esconder o que é sabido de todos?
Em um futebol cheio de pseudo-bom-mocismo, é bom ver alguém falar o que pensa. Mesmo sendo por marketing pessoal. Tudo bem, ele poderia ser um assistente técnico folclórico de fachada com um bizarro apelido que mistura “vampiro” com “capeta”. Mas, já que ele está de volta, que ao menos continue do mesmo jeito. Se não acrescenta nada tecnicamente a seu time, pelo menos ajuda a alimentar piadas.
Ubiratan Leal
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