Ver um jogador negro defender a seleção inglesa já virou algo normal. Ainda assim, alguns casos chamam a atenção. Como Paul Ince, volante que se tornou o primeiro capitão do English Team com ascendência africana. Com espírito de liderança, ele foi um dos jogadores mais conhecidos da geração da década de 1990. Pois, hoje, Ince ainda está na ativa. Quer dizer, mais ou menos. O importante é que ainda é um ícone.

O jogador foi formado nas categorias de West Ham, uma das mais produtivas da Inglaterra. Depois dos hammers, o volante passou por Mancheter United, Internazionale, Liverpool, Middlesbrough e Wolverhampton. Nesses clubes, sempre mostrou grande edterminação na marcação – chegou a declarar que um carrinho bem dado era tão prazeroso quando uma noite de sexo – e uma boa capacidade e saída de jogo (mesmo sem ser um estilista com a bola nos pés).
Em 2006, com quase 39 anos, foi contratado pelo Swindon Town. Foi assistente técnico e jogador, mas fez apenas três partidas antes de deixar o clube. No início da temporada 2006-07, foi chamado pelo Macclesfield Town, que tinha apenas cinco pontos em 15 rodadas pela League Two (quarta divisão) inglesa, e o queria como jogador-técnico.
Pois a chegada de Ince mudou o panorama. Em campo, ele fez apenas uma partida. Mas sua liderança como técnico foi fundamental. O time reagiu e, mesmo continuando fraco, fez o suficiente para escapar do rebaixamento. Um feito que chamou a atenção até da grande imprensa, até porque o volante foi apenas um dos quatro técnicos negros nas quatro primeiras divisões do futebol inglês nesta temporada.
Ubiratan Leal