Ninguém simbolizou tanto a força física do futebol alemão como Hans-Peter Briegel. O zagueiro – que também jogava como volante – de Rodenbach impressionava pela potência muscular e determinação mostrada em campo, ganhando o apelido de panzer (tanques de guerra alemães na Segunda Guerra Mundial). Ainda assim, tinha técnica e velocidade para se destacar em algumas das ligas mais importantes da Europa.

O biótipo de Briegel não era gratuito. Ainda adolescente, ele iniciou sua carreira de esportista no atletismo. Suas especialidades eram o salta em distância e o salto triplo, mas tinha versatilidade para competir em outras provas. Por isso, tentou a sorte no decatlo. Desistiu de vez pela dificuldade no lançamento de dardo e no salto em altura e, aos 17 anos, acabou entrando no Rodenbach, time de sua cidade natal.
Como atacante, chamou a atenção de Erich Ribbeck, treinador do Kaiserstautern, e foi contratado pelos roten Teufel. O técnico soube desenvolver melhor o talento de Briegel, que apurou seu estilo de jogo para se adaptar a seu porte físico e passou a jogar na defesa. Logo o jogador se tornou um dos mais importantes da Alemanha Ocidental na função, sendo convocado pela primeira vez para a seleção local em 1979 e defendendo o nationalelf nas Copas do Mundo de 1982 e 86.
Em 1984, foi cedido ao Verona. Na Itália, foi uma das figuras fundamentais do único título helladino na história da Serie A, em 1985. Naquela mesma temporada, se tornou o primeiro jogador que atuava fora da Alemanha Ocidental a ganhar o prêmio de jogador alemão do ano. Em 1986, foi para a Sampdoria, onde encerrou sua carreira dois anos depois.
Na década de 1990, Briegel resolveu se tornar técnico. Treinou Glarus-SUI e Edenkoben-ALE. Retornou ao Kaiserslautern como diretor técnico e comandou Besiktas, Trabzonspor e Albânia. Em 2006, foi contratado como treinador de Barein, mas foi demitido em janeiro de 2007. Hoje, Briegel está desempregado, aguardando novo convite para treinar alguma equipe.
Ubiratan Leal