Como Dunga no Brasil, o técnico italiano Roberto Donadoni também tem aproveitado o início de seu trabalho na seleção nacional para lançar novos jogadores. O ex-meia do Milan não tem sido tão ousado quanto o ex-volante brasileiro, mas já colocou na pauta da Azzurra vários nomes novos. Como o de Fabio Quagliarella.

O atacante da Sampdoria tem trajetória inconstante. Em alguns momentos, parece um jogador promissor. Em outros, decepciona. Formado pelo Torino, teve poucas chances em Turim antes de ser emprestado para a Florentia Viola que disputava a Serie C2. Apesar de se posicionar bem na área e possuir boa técnica, Quagliarella tinha dificuldades na finalização. Fez apenas um gol em toda a temporada 2002-03.
Sem impressionar, foi para o pequeno Chieti na temporada seguinte. Aí, o atacante surpreendeu com faro aguçado de gol, marcando 19 vezes. O Torino o trouxe de volta e Quagliarella liderou a campanha que levou o Toro de volta à elite (o time acabou não subindo por problemas financeiros). Ainda assim, o jogador foi para a Serie A, empresatado ao Ascoli, onde foi mal novamente.
Nesses altos e baixos, acabou chegando à Sampdoria sem chamar tanta atenção. No início, Quagliarella era reserva, mas ganhou espaço com a contusão de Flachi e a má fase de Bazzani. E aí o atacante se mostrou para toda a Itália, com grandes atuações e gols importantíssimos para o time genovês. Com nove gols no primeiro turno, acabou convocado por Donadoni para o jogo contra a Escócia. Com 24 anos, não é um garoto, mas agora está aparecendo para a elite do futebol europeu.
Ubiratan Leal