Há mostra maior de que você não leva o futebol a sério do que contratar um comediante para seu time? Pois foi isso que fez Tommaso Ghirardi, presidente do Parma. Ele contratou Eugenio Ghiozzi (conhecido artisticamente como Gene Gnocchi) para o final da temporada.
Tudo é uma grande brincadeira. Gnocchi, de 51 anos, disse em seu programa que ia tentar uma vaga em um clube italiano profissional. Fez testes em Torino, Atalanta, Siena e Bologna. Claro não passou. Mas chamou a atenção do Parma que luta contra o rebaixamento e o chamou.
Ghirardi pode ser maluco, mas não é bobo. O salário do comediante é o piso previsto para futebolistas da Serie A (€ 18 mil) e o próprio dirigente diz que a importância é apenas para melhorar o astral do elenco. Se o time escapar do rebaixamento com antecipação, Gnocchi poderá jogar de verdade contra o Empoli, na última rodada.
Mais que isso, semanas depois, Gnocchi e Ghirardi renovaram o vínculo por mais cinco anos. O comediante/jogador até disse que, com o novo contrato, encerraria a “carreira” no Parma. O “reforço” usará a camisa 52 e tem, em sua camisa, o nome “Gnoccao”, como se fosse um craque brasileiro a mais no time.
É um factóide? É. Ghirardi e Gnocchi só querem chamar a atenção? Certamente. A torcida do Parma vai reclamar se o time cair? Com certeza. Mas, pelo menos, tudo isso foi feito com situações alternativas e engraçadas.
Ubiratan Leal
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