Depois da ida de Hidetoshi Nakata ao Perugia, o futebol europeu começou a olhar com maior carinho para os jogadores japoneses. Não pelo talento (bom o suficiente para não fazer feio em alto nível), mas porque representavam uma boa ponte para atingir o mercado nipônico e ganhar uns ienes a mais.

Um dos que apareceram na Europa nesse período foi o meia Shinji Ono, contratado pelo Feyenoord em 2001. No currículo, ele tinha o bom desempenho no Mundial Sub-20 de 1999, quando o Japão caiu apenas na final diante da Espanha, e na Copa das Confederações de 2001, quando os japoneses perderam na decisão para a França.
Na primeira temporada, Ono surpreendeu com seu jogo rápido e facilidade de adaptação ao estilo de jogo da Holanda. O japonês participou da campanha vitoriosa na Copa da Uefa, último título importante da equipe de Roterdã, mas foi perdendo gradualmente espaço no De Kuip.
O grande problema de Ono foi a dificuldade de estar em forma. Com uma contusão atrás da outra, o meia pouco entrou em campo nos três anos seguintes. Ao final da temporada 2005-06, a diretoria do Feyenoord se cansou de esperar pela recuperação definitiva do jogador e decidiu cedê-lo.
Assim, Ono voltou ao Urawa Red Diamonds, seu clube de origem. O meia foi uma das principais figuras na conquista da Copa do Emperador em janeiro deste ano. Ainda assim, o jogador ainda não recuperou completamente sua forma física. Tanto que não retornou definitivamente à seleção japonesa.
Ubiratan Leal