Em 1993, quando a Bolívia conseguiu pela única vez passar pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, as estrleas eram Erwin “Platini” Sánchez e Marco Etcheverry. No entanto, uma das principais figuras da equipe naquela campanha foi o meia Julio César Baldivieso. Enquanto que muitos de seus companheiros de geração já se transformaram em técnico, como Soria, Sandy e Platini Sánchez, Baldivieso ainda está na ativa. Ou quase isso.

A lista de clubes pelos quais passou o meia é enorme. Depois de começar a carreira do Jorge Wilstermann, de sua cidade natal Cochabamba, Baldivieso passou por Bolívar, Newell’s Old Boys, Bolívar de novo, Newell’s Old Boys pela segunda vez, Yokohama Marinos, Jorge Wilstermann, Barcelona-EQU, Bolívar pela terceira vez, Cobreloa, Al-Nasr-ARS, Aurora-BOL, Al-Nasr, Aurora, Al-Wakra-CAT, Caracas, Jorge Wilstermann, The Strongest e Bolívar. São 18 trocas de equipes. Nada mal.
Nesse período, o jogador ficou conhecido por sua técnica e capacidade de organizar o meio-campo. Com o fim de carreira de Etcheverry e Sánchez, Baldivieso restou como maior símbolo do futebol boliviano e até receber o apelido de El Emperador. Também houve momentos de baixa, como a suspensão por seis meses por doping em 2006 (o exame deu positivo para cocaína).
Já aos 36 anos, sua carreira está perto do fim. No início de 2007, era a principal figura do Bolívar na disputa da Copa Libertadores. Em fevereiro, ele discutiu com o técnico Victor Hugo Antelo (outra personagem da mesma geração, que só não teve mais espaço na seleção por estar sempre em atrito com as autoridades devido a sua atividade sindical) e perdeu a tarja de capitão. Depois, o treinador colocou Baldivieso no banco no jogo contra o Toluca e o meia reclamou mais ainda. Acabou dispensado pelo Bolívar e está, no momento, sem clube.
Ubiratan Leal