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21/03/07

Figuras

Juan Román Riquelme

O jogador está no auge de sua carreira e é visto com carinho por vários grandes clubes europeus. Além disso, é a grande figura da seleção argentina. Parece uma carreira que vai muito bem, mas adianta tudo isso se o jogador em questão não acha que vale a pena? Assim, o Balípodo aplaude e homenageia Juan Román Riquelme.

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Tecnicamente, o jogador merece todos os créditos. Habilidoso e inteligente ao extremo, tem um estilo de jogo cadenciado que embeleza a partida, apesar de não ser compreendido por todos (como Louis van Gaal, que o afastou do Barcelona). Esse é seu jogo, sem cair na tentação de se fazer supostamente veloz e “moderno”.

Sua condição técnica é tão grande que acabou fazendo sucesso na Europa a ponto de levar o pequeno Villarreal às semifinais da Liga dos Campeões. É um caso raro de um jogador com estilo de jogo de décadas atrás que tem espaço no futebol europeu. Sinal de que o esporte é muito mais complexo do que alguns teóricos supõem.

O meia argentino ficou de saco cheio. Depois da Copa do Mundo, foi muito cobrado pela eliminação da Argentina nas quartas-de-final (mesmo estando fora de campo no final do jogo contra a Alemanha) e viu sua família ser ameaçada. Simples: Riquelme anunciou sua aposentadoria da seleção. Não havia mais vontade de seguir com aquilo.

O mesmo se passou no Villarreal. Aos poucos, seu desempenho foi caindo por falta de motivação. Ciente de sua péssima fase, pediu para ser afastado do elenco e não escondeu do clube que preferia mudar de ares. Mas não criou caso, não foi à Justiça, não acertou previamente com outro clube.

Quando a diretoria do Submarino Amarillo apareceu com uma proposta de empréstimo ao Boca Juniors, o meia aceitou. É o que ele está a fim de fazer porque, para ele, sua vida pessoal é mais importante que a profissional. Qualquer indivíduo com isso em mente merece todos os créditos.

Ubiratan Leal

Obs.: Espaço dedicado às pessoas que tratam o futebol como brincadeira, ou que nos permitem tratá-lo como tal. E aqui não é para julgar ninguém. Para isso, há todo o resto do site

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