http://www.gardenal.org/balipodo/balipodo_logo_2005.gif

Busca


Últimas atualizações

Chutômetro
Chutômetro 6

Chutômetro
Soluções do Chutômetro 5

Quem é vivo...
Ruy Ramos

Com que roupa...
Atlético de Madrid

Histórias
O Manchester que assustou United e City

Cultura & Mídia
La Pasión Laica

E se...
E se a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

Cultura & Mídia
Sociedade não precisa saber da vida de Casão

Arquivos

Procure nos alfarrábios por assunto

Contato

ubiraleal@gmail.com

RSS

Clique aqui e veja o Balípodo em RSS

Powered by

Gardenal.org

Considerações legais

Clique aqui


« Giorgio Chiellini | Página inicial | Finalistas da Copa São Paulo »

18/01/07

E se...

E se o Atlético-MG vence o Flamengo em 81?

Atletico%20x%20Flamengo%201981.jpg

O Flamengo vai disputar a Copa Libertadores depois de cinco anos. Dessa vez, há um pouco mais de otimismo em relação à participação do Rubro-negro, que busca seu segundo título na competição. Uma situação que poderia ser um pouco diferente se, em 1981, os cariocas tivessem parado no Atlético-MG na primeira fase. Algo que ficou bastante próximo de ocorrer, pois as duas equipes tiveram de realizar um jogo extra ao final da primeira fase. Partida de arbitragem polêmica de José Roberto Wright, até hoje amaldiçoado pelos atleticanos por expulsar cinco jogadores do Galo ainda no primeiro tempo. Como seria se o Flamengo perdesse naquela noite?

Rubro-negros e alvinegros empataram na liderança do Grupo 3 com oito pontos, quatro a mais que Cerro Porteño e Olímpia. Como só uma equipe se classificava e não havia critério de desempates (os flamenguistas venceriam no saldo de gols), foi marcada uma partida extra no Serra Dourada. O duelo foi equilibradíssimo, como já haviam sido as duas finais do Brasileirão de 1980 e os dois empates em 2 x 2 na primeira fase daquela Libertadores.

Tudo indicava que haveria mais uma igualdade. Zico abrira o marcador para o Flamengo após tabela com Nunes. No começo do segundo tempo, Palhinha empatou em lance de oportunismo após confusão da área carioca. A partir daí, as duas equipes perderam diversas chances, com Raul e João Leite se colocando como os melhores jogadores em campo. Até que, aos 43 minutos do segundo tempo, Éder acertou um forte chute de fora da área. Raul se esticou, mas viu a bola bater na trave. No rebote, Reinaldo foi mais rápido que a defesa rubro-negra e virou a partida para o Atlético.

A vitória deu novo impulso aos mineiros. O time de Carlos Alberto Silva venceu todas as partidas da segunda fase, contra Deportivo Cali e Jorge Wilstermann, e pegou o Cobreloa na decisão. No jogo de ida, no Mineirão, os atleticanos venceram por 2 x 0, gols de Reinaldo. Em Santiago, foi a vez de os chilenos vencerem pelo mesmo placar, gols de Puebla e Siviero.

A partida desempate ficou para Montevidéu. Merello abriu o marcador para os chilenos, mas Éder igualou em seguida. O Atlético era muito melhor e pressionava. O goleiro Wirth fez três defesas milagrosas, enquanto que a desesperada defesa loína exagerava nas faltas desleais como tática de desespero. O árbitro uruguaio Roque Cerullo nada fazia.

Até que, aos 37 minutos do primeiro tempo, Reinaldo não agüentou tanta pancada e agrediu o zagueiro Mario Soto. No meio da confusão, a diretoria atleticana invadiu o gramado e Palhinha, Éder, Chicão e João Leite foram expulsos. Cerullo encerrou a partida, que foi decidida no tribunal em favor do Cobreloa.

Essa derrota virou um fantasma para o Atlético-MG. Nunca mais o clube teria uma oportunidade tão boa de igualar a marca internacional do rival Cruzeiro. O trauma era tão grande que, na final das Copas Conmebol de 1992, 1995 e 1997, o Galo acabou perdendo para Olímpia, Rosario Central e Lanús por excesso de pressão para vencer uma competição continental.

No Flamengo, a confiança daquela geração nos confrontos decisivos se perdeu um pouco. Jogadores como Adílio, Raul e Nunes foram vendidos. O Rubro-negro foi eliminado pelo Guarani nas semifinais do Brasileirão de 1982 e pelo Vasco nas quartas-de-final do ano seguinte. Zico foi vendido ao exterior e, apesar de ser o maior ídolo da história flamenguista, não teria levado o time a uma glória internacional. Pior que isso, para os rubro-negros, só ver o Vasco conquistar, em 1998, o único título de Libertadores do futebol carioca.

Esse fato só não seria mais prejudicial a Zico por causa da Copa de 1982. Reinaldo, depois de expulsão na final da Libertadores de 1981, foi suspenso por seis meses. Como a partida contra o Cobreloa foi em dezembro, o atacante só voltou aos gramados para jogar o Mundial da Espanha. Com uma preparação específica para o torneio, o jogador estava em perfeita forma física para ser o camisa 9 de Telê Santana.

A dupla Zico-Reinaldo foi uma das maiores da história da Seleção. No jogo contra a Itália, Reinaldo fez dois gols na histórica vitória por 4 x 3, vencendo o duelo particular com Paolo Rossi, que também voltava de longa suspensão. Na semifinal contra a Polônia, Zico fez um gol de falta e deu lançamento para Reinaldo fazer o outro. E, na final contra a Alemanha Ocidental, Zico e Reinaldo fizeram um gol cada na vitória por 2 x 1.

A dupla, que um ano antes estava em lados opostos no Serra Dourada, dividiu a artilharia da Copa do Mundo e acabou com as especulações de que não apareciam em jogos decisivos. E o Brasil conquistou seu quarto título mundial com um futebol bonito e envolvente.

*

Pauta sugerida por Rodolfo Veloso Soares

Ubiratan Leal

Obs.: Esse “artigo” é uma obra de ficção e, portanto, não deve ser levado a sério. Nenhuma das pessoas, empresas, entidades ou associações citadas no texto foi efetivamente entrevistada ou consultada. Ah, e como ninguém aqui tem talento para ler mãos, i-ching, tarô, búzios, mapa astral ou bola de cristal, qualquer semelhança com a vida real foi uma grande coincidência.

Deixe sua opinião (10)

Nedstat Basic - Free web site statistics