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6/12/06

Curtas

Torcida colorada provoca confusão

Nota enviada pelo amigo André Pase sobre um assunto que a imprensa de fora do Rio Grande do Sul tem ignorado (sabe como é, né? Oba-oba na véspera de torneio...):

As despedidas do Inter antes do Mundial de Clubes infelizmente deixaram marcas de violência. Grupos e torcidas organizadas entraram em conflito durante a partida contra o Goiás e, três dias depois, quase derrubaram cercas do Aeroporto Salgado Filho enquanto o Colorado voava para São Paulo.

No sábado, 2 de dezembro, o objetivo era selar o vice-campeonato do Brasileirão e sair do Beira-Rio recarregado com a energia positiva da torcida. O Goiás esfriou os ânimos com quatro gols e, enquanto parte da torcida mostrava descontentamento com os jogadores, a Camisa 12, tradicional organizada vermelha, entrou em conflito com a Popular, grupo recente e semelhante às barras de outros estádios. A confusão só cessou com a presença da Brigada Militar no final da partida, depois de momentos lamentáveis como foguetes estourados contra "rivais". O jornal Zero Hora, de Porto Alegre, classificou ambas as torcidas como rivais.

A confusão continuou na terça. Enquanto Abel Braga e os 23 jogadores esperavam para embarcar no vôo fretado da WebJet, parte dos 3 mil torcedores que estavam no Aeroporto Internacional Salgado Filho invadiu a área de imprensa. Para tentar acalmar os ânimos, foram disparadas balas de borracha no solo, mas a reação veio com tijolos, pedaços de placas e até peças de telefones.

De acordo com o repórter Diogo Olivier, em matéria publicada no jornal Zero Hora desta quarta (veja aqui), 6 de dezembro, dois carros de imprensa foram atacados. O saldo negativo foi maior que o de uma partida violenta apenas no campo: três policiais e um torcedor feridos, além de ataques aos carros de imprensa. Outro torcedor, estudante de Direito, foi detido por desacato à autoridade.

Independente do resultado, a Brigada já deixou o alerta para a direção do clube e Infraero. Em entrevista para o jornal Zero Hora, o tenente-coronel Hildebrando Sanfelice, comandante do 11º Batalhão da Brigada, afirmou que não haverá recepção no aeroporto na volta. Resta agora não apenas torcer no campo, mas cuidar para que os gaúchos não repitam as cenas lamentáveis nem façam uma versão gaúcha dos atos de vandalismo provocados pelos são-paulinos após a conquista da Libertadores em 2005.

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