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3/10/06

Brazil

Até que enfim, uma Série C de respeito

Treze_torcida.jpg

Está prestes a começar o torneio que ensaia ser o mais emocionante do Brasil nesse final de 2006. Depois de 18 rodadas, a Série C já definiu os integrantes de seu octogonal decisivo: Bahia, Brasil-RS, Criciúma, Ferroviário-CE, Grêmio Barueri, Ipatinga, Treze e Vitória. Um conjunto de clubes que poderiam perfeitamente estar na Série B (e, em alguns casos, até na A) e que devem protagonizar um final de torneio emocionante e equilibrado. Sinal de que a Terceirona brasileira tem qualidade e deveria ser olhada com mais atenção para que o torneio inteiro fosse assim, e não apenas suas últimas 14 rodadas.

O que é mais apetitoso na composição do octogonal final da Série C é que, à exceção de Grêmio Barueri e Ipatinga, todos os demais clubes têm tradição e contam com torcidas capazes de lotar os estádios na reta final. Mas o noviciado de paulistas e mineiros é relativizado pelo fato de ambas equipes terem apoio de suas prefeituras e, com isso, gozam de estabilidade e infra-estrutura para os padrões do terceiro nível brasileiro. Outro aspecto interessante é que, até o momento, nenhum time pôde jogar com folga. Sinal de que há equilíbrio na competição.

Para facilitar o acompanhamento da Série C, o Balípodo preparou um guia resumido do octogonal final. Como é difícil avaliar favoritos, a ordem não será do candidato que o site considera mais forte até o mais fraco, mas pela boa e velha ordem alfabética.

BAHIA

Estádio: Fonte Nova (66 mil lugares)
Principais títulos: 1 Campeonato Brasileiro, 1 Taça Brasil, 2 Nordestões e 43 Estaduais
Maior façanha nacional: campeão do Brasileirão em 1988
Time-base: Darci; Luciano Baiano, Rodrigão, Emerson e Ávine; Guilherme, Leandro Leite, Azevedo e Juninho; Paulo César e Sorato
Técnico: Charles Fabian

Se há algum favorito à Série C, é o Bahia. O Tricolor começou titubeante a competição, mas engrenou ainda na primeira fase e tem passado de etapa com relativa facilidade. Até o momento, o time tem 100% de aproveitamento em Salvador, uma arma importante em um torneio de pontos corridos curto. O destaque da equipe é o atacante Sorato, artilheiro do time na competição. Porém, é preciso ressaltar o bom trabalho de Charles Fabian (ex-atacante do clube), que foi colocado como técnico-tampão e tem sabido dar confiança a um elenco que trabalha com limitações orçamentárias.

BRASIL-RS

Estádio: Bento Freitas (20 mil lugares)
Principais títulos: 1 Estadual
Maior façanha nacional: terceiro colocado no Brasileirão em 1985
Time-base: Rodrigo Silva; Júlio, Régis, Renato e Evaldo; Carlos Alberto, William, Dudu e Everton Severo; Cláudio Milar e Matão
Técnico: Paulo Porto

A má fase pela qual os xavantes têm passado nos últimos anos fez o clube sumir um pouco fora do Rio Grande do Sul. Ainda assim, o clube é o de maior torcida no interior gaúcho e tem força para crescer. O time vem com uma base sólida que já realizou boa campanha no Gauchão no primeiro semestre. Na Série C, as principais figuras são o atacante Cláudio Milar, o zagueiro Renato e o meia William.

Gremio%20Barueri%20x%20Criciuma.jpgCRICIÚMA

Estádio: Heriberto Hülse (28 mil lugares)
Principais títulos: 1 Copa do Brasil e 9 Estaduais
Maior façanha nacional: campeão da Copa do Brasil de 1991
Time-base: Fabiano; Rodrigo, Cláudio Luiz (Silvio Criciúma) e Filipe; Bosco, Leandro Guerreiro, Marcelo Rosa, Douglas e Fernandinho; Dejair e Anselmo
Técnico: Guilherme Macuglia

Há dois anos o Criciúma estava na primeira divisão, torneio que chegou a liderar antes de despencar até a Terceirona. A recuperação tem sido sofrida, com classificações apertadas na segunda e terceira fases. A base é muito jovem, mas alguns jogadores com passagens no exterior (casos de Douglas, ex-Rizesport-TUR, e Leandro Guerreiro, ex-Pescara-ITA) ou em grandes clubes (Fernandinho, ex-Vasco, Dejair, ex-Atlético-MG, e Anselmo, ex-Palmeiras) dão a experiência necessária ao time. O sucesso depende muito do desempenho nos jogos em casa, até porque o time é um dos que viajará mais nessa fase.

FERROVIÁRIO-CE

Estádio: Elzir Cabral (5 mil lugares) ou Castelão (58 mil lugares)
Principais títulos: 9 Estaduais
Maior façanha nacional: 27º no Brasileirão em 1981
Time-base: Jéfferson; Marcos, Tiago, Robinho e Ernandes; Glaydstone, Marcelo Mendes, Júnior Cearense e Éverton; Fernando e Cristiano
Técnico: Arnaldo Lira

Em teoria, é uma das equipes mais modestas do octogonal final. O investimento para a montagem do time foi pequeno e não havia grandes pretensões além de fazer o possível. A base é formada por jogadores vindos das tradicionais categorias de base do clube e de atletas contratados pontualmente em clubes nordestinos. Os dois jogadores mais conhecidos são o goleiro Jefferson (ex-Sport) e o atacante reserva Sérgio Alves. Apesar das baixas pretensões, o Ferrim faz campanha consistente na Série C e não deve ser desconsiderado, por mas que só tenha passado da terceira fase porque o Ananindeua perdeu seis pontos na Justiça.

GRÊMIO BARUERI

Estádio: Vila Porto (20 mil lugares) e Parque Antárctica (30 mil lugares)
Principais títulos: 1 Estadual da Segunda Divisão
Maior façanha nacional: campeão da Copa São Paulo de Juniores em 2001 (como Roma Barueri)
Time-base: Gilvan; Edylton, Anderson Marques, Wagner e Nílton; Bilinha, Júlio, Neílton e Giuliano; Pedrão (Marcos Dias) e Thiago Humberto
Técnico: Sérgio Soares

Pela falta de tradição, certamente o Grêmio Barueri é a grande surpresa nessa fase da Terceirona. O time é formado basicamente por jogadores das categorias de base do clube ou vindos do interior paulista. Uma das virtudes da equipe é contar com apoio oficial da prefeitura de Barueri, o que garante tranqüilidade de trabalho e boa infra-estrutura. Tanto que nem o fato de jogar sem torcida (na primeira fase inclusive, mandou os jogos no Canindé pelo fato de o Vila Porto estar em obras e mandará no Parque Antárctica os jogos do octogonal) tem atrapalhado a caminhada consistente do GRB.

IPATINGA

Ipatinga%20x%20Brasil-RS.jpgEstádio: Ipatingão (35 mil lugares)
Principais títulos: 1 Estadual
Maior façanha nacional: semifinalista da Copa do Brasil em 2006
Time-base: Thiago Braga; Márcio Gabriel, André, Matheus e Anderson; Tôto, Charles, Flavinho e Walter Minhoca; Diego Silva e Jessé
Técnico: Alexandre Barroso

O modelo é relativamente parecido com o do Grêmio Barueri: algum investimento em categorias de base, contratação de jogadores baratos pela região e apoio da prefeitura. A diferença é que o Ipatinga está nessa estrada há muito mais tempo e já consolidou parte de seu trabalho. Por exemplo, o clube já foi campeão mineiro e chegou duas vezes no quadrangular final da Série C. Em 2006, o time não tem mais convênio com o Cruzeiro e anda com pernas próprias. Mas tem um time confiante e capaz de encarar os adversários mesmo fora de casa. O destaque é Walter Minhoca, que teve uma passagem apagada pelo Flamengo, mas é a referência da equipe.

TREZE

Estádio: Amigão (40 mil lugares)
Principais títulos: 13 Estaduais
Maior façanha nacional: quadrifinalista da Copa do Brasil em 2005
Time-base: Érico; Fernandinho, Kiko, Alisson e Marcos Paulo; Raminho, Raulino, Alan e Alcimar; Adelino e Adriano
Técnico: Freitas Nascimento

O Galo não perde há 40 jogos em casa. Só isso já credencia o Treze à condição de forte candidato à promoção. Bicampeão paraibano e responsável por bela campanha na Copa do Brasil de 2005, o clube de Campina Grande desfez sua base antes da Série C e, por isso, teve alguma instabilidade no início da competição. Além disso, teve de fazer três partidas em casa com portões fechados, dificultando ainda mais o início da campanha na Terceirona. Mas, depois que a equipe engrenou, tem mostrado capacidade de lutar pelas primeiras posições. Os principais nomes trezeanos são Kiko e Alcimar, mas a maior virtude da equipe é mesmo a pressão que sua torcida exerce sobre o adversário.

VITÓRIA

Estádio: Barradão (45 mil lugares)
Principais títulos: 3 Nordestões e 20 Estaduais
Maior façanha no Brasileirão: vice-campeão em 1993
Time-base: Emerson, Jean, Sandro e David Luiz; Apodi, Garrinchinha, Preto, Bida e Alysson; Índio e Mendes
Técnico: Mauro Fernandes

Ao contrário do rival Bahia, o Vitória tem sofrido na Série C. Nas três fases anteriores, só assegurou sua classificação na última rodada. Isso tem um lado positivo: a equipe tem mostrado poder de decisão. No entanto, essas situações desgastam jogadores e torcedores e expõem o fato de que ainda há sérios problemas administrativos no Barradão. Se a torcida apoiar e o clube conseguir se unir ao elenco para ter um octogonal final sem crises, é possível ver o Vitória subindo. Mas não será tão fácil.

*

E aí, leitor? Em quem você aposta? O Balípodo, no puro chute, arrisca em Bahia, Criciúma, Treze e Vitória.

Ubiratan Leal

Imagens: Treze (torcida), Grêmio Barueri (Grêmio Barueri x Criciúma) e Ipatinga (Brasil-RS x Ipatinga)

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