Uma das figuras da Copa de 2002 foi o técnico francês Bruno Metsu. Com seu visual particular, de camiseta, blazer e cabeleira vasta, ele comandou a surpreendente campanha de Senegal em gramados sul-coreanos, levando os africanos às quartas-de-final deixando França, Uruguai e Suécia pelo caminho. Depois disso, Metsu sumiu.

Na realidade, o Mundial foi uma exceção de uma carreira discreta. Como jogador, Metsu disputou quase 400 partidas pela liga francesa (entre primeira e segunda divisão) e ainda fez parte da seleção gaulesa nas categorias de base. Nada que merecesse grande destaque.
Ele começou cedo a carreira de treinador, aos 31 anos (Metsu nasceu em 1954). Sua primeira equipe foi o Beauvais, onde foi técnico das categorias de base e da equipe principal a partir de 1987. O resto de sua trajetória pelo futebol francês foi com equipes pequenas, como Lille, Valenciennes, Sedan e Valence. Sua principal conquista foi a promoção da Ligue 2 para a Ligue 1 com o Sedan.
Em 2000, Metsu foi para a África, onde treinou a Guiné. No ano seguinte, assumiu o comando de Senegal, onde teve sua maior glória. Além de se tornar celebridade no país, Metsu se converteu ao islamismo e conheceu sua mulher.
Depois da Copa, o técnico foi convidado para trabalhar no Oriente Médio. Teve uma passagem pela seleção dos Emirados Árabes e hoje está no Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Mesmo assim, não foi esquecido. Seu nome esteve entre os candidatos a treinador da seleção japonesa após a saída de Zico.
Ubiratan Leal
Imagem: Maxifoot