http://www.gardenal.org/balipodo/balipodo_logo_2005.gif

Busca


Últimas atualizações

Chutômetro
Chutômetro 6

Chutômetro
Soluções do Chutômetro 5

Quem é vivo...
Ruy Ramos

Com que roupa...
Atlético de Madrid

Histórias
O Manchester que assustou United e City

Cultura & Mídia
La Pasión Laica

E se...
E se a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

Cultura & Mídia
Sociedade não precisa saber da vida de Casão

Arquivos

Procure nos alfarrábios por assunto

Contato

ubiraleal@gmail.com

RSS

Clique aqui e veja o Balípodo em RSS

Powered by

Gardenal.org

Considerações legais

Clique aqui


« E se o Coritiba ganhasse do Gama em 2002? | Página inicial | Sean Dundee »

17/05/06

Figuras

Josimar

Os mais jovens, que não viram a trajetória de Josimar, podem achar que era um grande jogador. Afinal, as únicas referências do lateral-direito são sua participação na Copa de 1986, em que fez dois golaços e até foi colocado em algumas seleções de melhores da competição. Porém, sua carreira nunca foi muito além disso.

Tecnicamente, Josimar nunca foi um grande jogador. Mas era um lateral com bastante voluntariedade e força física. Até 1986, não havia defendido a seleção brasileira, mas foi convocado depois que o titular Leandro pediu dispensa em solidariedade a Renato Gaúcho, cortado por Telê Santana. Ainda assim, era apenas uma opção para o novo titular, Édson. Nem no banco de reservas ficava (na época, apensa cinco suplentes poderiam ser relacionados).

Brasil_Josimar.jpg

Como o corintiano se contundiu na segunda partida, contra a Argélia, Josimar acabou estreando pela seleção justamente em uma Copa do Mundo, contra a Irlanda do Norte. E foi bem, se destacando pelo belo gol em um chute de fora da área que foi no ângulo de Jennings. Nas oitavas-de-final, Josimar fez outro gol, em um arremate sem ângulo após driblar dois poloneses.

Essas atuações deram notoriedade ao botafoguense, que foi titular da seleção por algum tempo depois da Copa. Virou uma espécie de xodó da torcida e talismã, até porque vestia a camisa 13 no Mundial mexicano.

Chegou a somar 16 partidas pelo Brasil, mas foi perdendo espaço por não saber gerenciar sua súbita notoriedade. Envolveu-se com mulheres em excesso, drogas e bebida. Ainda conseguiu participar da campanha vitoriosa do Botafogo no Estadual de 1989 (que tirou o Alvinegro de 21 anos de jejum). Como reserva, estava no Brasil durante a Copa América de 1989 (e só foi convocado como opção ao improvisado Mazinho porque, na época, o titular Jorginho estava contundido)

Depois disso, teve chances em Flamengo, Sevilla e Internacional, mas já se via que as atuações em 1986 não se repetiriam. A partir daí, foi contratado por equipes pequenas em busca de jogadores famosos e acessíveis financeiramente como estratégia para ganhar espaço na imprensa. Assim, defendeu Novo Hamburgo, Bangu, Uberlândia e Baré-RR, antes de encerrar definitivamente a carreira. Hoje, mora em Boa Vista, virou evangélico e tem uma vida pacata.

Ubiratan Leal

Imagem: BBC Sport

Deixe sua opinião (5)

Nedstat Basic - Free web site statistics