Quando o juiz encerrou o jogo São Caetano 3 x 2 Santos, na última rodada da primeira fase do Brasileirão de 2002, a sorte santista na competição estava praticamente definida. O resultado era péssimo e determinaria a eliminação precoce do time que apresentava talentos como Diego, Robinho, Renato e Elano. Mas, no Distrito Federal, o Gama ganhou do Coritiba por 4 x 0 e a provável desclassificação do Santos não se concretizou e o time rumou ao título nacional. Mas, e se o Coxa tivesse vencido?
Haveria uma pequena mudança na conformação das quartas-de-final. O Santos estaria eliminado e o Coritiba enfrentaria o São Paulo. Nas outras chaves, haveria São Caetano x Fluminense, Corinthians x Atlético-MG e Juventude x Grêmio. Os resultados do mata-mata não teriam grandes mudanças, mas o São Paulo vinha em grande fase e teria grandes chances de passar por Coritiba, Grêmio e Corinthians e conquistar o título brasileiro.
Mais significativa que essas seriam as mudanças nos anos seguintes. O São Paulo disputaria a Copa Libertadores, mas acabaria esbarrando no Boca Juniors de Tevez na decisão. O Santos sofreria mais. O esforço da geração de garotos lançada por Leão seria reconhecido e, para 2003, muitos veriam que o time só precisaria de um ou outro jogador mais experiente para o elenco ficar mais ajeitado.
De qualquer forma, a pressão pelos anos sem título se faria presente. O fato de a torcida manter as faixas na Vila Belmiro de cabeça para baixo não deixaria que esse fato fosse esquecido e jogaria grande responsabilidade sobre os jogadores. O time faria um bom Campeonato Paulista, mas cairia diante do São Paulo nas semifinais.
No Brasileirão daquele ano, Robinho e Diego já mostrariam mais amadurecimento, porém, ainda havia muitas dúvidas a respeito da capacidade de eles encararem jogos decisivos. O Alvinegro faria uma boa campanha e, com um futebol ofensivo e rápido, se mostraria como único adversário para o Cruzeiro comandado por Vanderlei Luxemburgo. Não seria o suficiente para evitar que o título fosse para a Toca da Raposa.
Apesar de conquistar a vaga na Libertadores, o Santos enfrentaria uma crise pela falta de resultados. O clima no elenco não já teria desgastes e Leão seria demitido. Além disso, o assédio sobre Diego, Robinho, Elano, Renato, Alex e Paulo Almeida cresceria e a diretoria contaria com poucos argumentos para impedir a saída dos jogadores.
Paulo Almeida e Alex seriam negociados ainda no início de 2004, mas Diego e Robinho ficariam até o final da Libertadores. O Santos tinha esperança de a dupla se valorizar com o título continental e, eventualmente, a medalha de ouro olímpica. A esperança da diretoria alvinegra terminaria de maneira melancólica, com derrotas para o Paraguai no Pré-Olímpico e para o Once Caldas nas quartas-de-final da Libertadores.
Com isso, Diego e Robinho seriam negociados em julho de 2004 a valores considerados medianos. O meia iria para o Lokomotiv Moscou por cerca de € 6 milhões, enquanto o atacante seria vendido ao Valencia por € 7 milhões.
A venda dos jogadores ajudaria o Santos a reorganizar suas finanças e a contratar Vanderlei Luxemburgo em agosto. O técnico conseguiria montar uma nova equipe rapidamente, mas não seria suficiente para evitar o título do Atlético-PR no Brasileirão daquele ano. Até porque o dinheiro seria suficiente para trazer apenas Ricardinho e uma série de jogadores medianos.
Sem essa conquista, Luxemburgo não seria chamado pelo Real Madrid e acabaria seduzido por uma proposta da MSI, que assinara uma parceria com o Corinthians. O projeto santista ficaria órfão justamente quando parecia ter um rumo e o time cairia ns oitavas-de-final da Libertadores. A situação no Corinthians não seria muito melhor, pois o treinador seria misteriosamente demitido em maio, após uma derrota para o São Paulo.
A perda da Libertadores teria um efeito devastador no Santos, que ficaria apenas na 16ª posição no Campeonato Brasileiro de 2005. Sem perspectiva, a diretoria recontrataria Luxemburgo, até então visto como traidor por ter acertado com o Corinthians um ano antes. O técnico contrataria várias promessas com vínculo com o Iraty, além de Maldonado. Com esse time, o Alvinegro Praiano surpreenderia e conquistaria o Paulistão de 2006, mesmo sem muito brilho. E, finalmente, a torcida colocaria suas faixas na posição correta.
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Ah, claro, tem o Coritiba na história. O fato de conseguir um lugar nas quartas-de-final do Brasileiro de 2002 não mudaria a trajetória alviverde nos anos seguintes. Até porque o resultado não seria fruto de um trabalho de longo prazo. E, hoje, o time estaria na Série B do mesmo jeito.
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Pauta sugerida por Lucas Americano da Costa
Ubiratan Leal
Imagem: Digitando o Futuro
Obs.: Obs.: Esse “artigo” é uma obra de ficção e, portanto, não deve ser levado a sério. Nenhuma das pessoas, empresas, entidades ou associações citadas no texto foi efetivamente entrevistada ou consultada. Ah, e como ninguém aqui tem talento para ler mãos, i-ching, tarô, búzios, mapa astral ou bola de cristal, qualquer semelhança com a vida real foi uma grande coincidência.