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5/04/06

Figuras

Salvador Hugo Palaia

Desde a entrada da MSI no Corinthians, Antônio Roque Citadini aparece na imprensa apenas para criticar a parceria. O que é triste, pois, independentemente de suas atitudes como dirigente alvinegro, Citadini era uma das personagens mais engraçadas do futebol paulista. Não hesitava em tirar um sarro dos rivais e em agir publicamente como torcedor. Sorte que reapareceu Salvador Hugo Palaia.

Palmeiras_Palaia.jpg

O atual diretor de futebol do Palmeiras não aparece tanto quanto o corintiano, mas também não esconde suas emoções de torcedor. Como falar que “a gente faz campanha para a paz nos estádios e o cara vem e fala uma merda dessa”, se referindo a uma provocação de Grafite antes de um clássico Palmeiras x São Paulo. Um tipo de comportamento que sacia não apenas a necessidade dos paulistas de terem um dirigente folclórico (Marco Aurélio Cunha até tenta, mas força demais), mas dos próprios palmeirenses de verem um diretor do clube demonstrar alguma emoção depois de anos sob administração de Mustafá Contursi.

O que fica claro é que se trata de um dirigente das antigas. Palaia é diretor de uma empresa do setor imobiliário, tem jeitão de italiano e já foi dirigente do Palmeiras na década de 1970 e 80. Ficou bastante tempo afastado do meio e, por isso, demonstra alguma dificuldade em lidar com a nova realidade do mercado de futebol. Tanto que é acusado de não saber negociar devidamente e, por isso, perder muitos jogadores para outras equipes.

De qualquer forma, é uma personagem que merece atenção por quebrar o jeitão almofadinha ou de pseudo-administrador sério que muito dirigente assumiu nos últimos anos.

Ubiratan Leal

Imagem: Globo Esporte

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