Uma das poucas dúvidas que resta na seleção brasileira para a Copa de 2006 está no gol. Teoricamente, Dida, Marcos e Júlio César são os três escolhidos, mas as constantes contusões de Marcos abrem a possibilidade para Rogério Ceni e Gomes. Claro, ninguém sequer pensa no nome de Rubinho, que poderia estar na lista se tivesse mantido o status que teve durante as categorias de base.

Não há muitos segredos no sumiço do irmão de Zé Elias. Depois que se profissionalizou, Rubinho nunca confirmou o potencial que insinuara ter nos juniores, quando foi titular da seleção brasileira. Apesar de ter elasticidade, se mostrou inseguro em várias jogadas e nem no Corinthians se estabilizou como titular, perdendo a vaga para Doni.
Depois da contratação de Fábio Costa, o goleiro decidiu deixar o clube por falta de espaço. Reclamou de falta de consideração por parte de alguns dirigentes alvinegros. Rubinho ficou alguns meses sem clube, apenas treinando, até aparecer como reforço do Verona em janeiro de 2005.
Nem os torcedores gialloblù entenderam a contratação, pois a única posição em que o elenco veronês está bem servido é no gol. E essa realidade se confirmou, pois Rubinho não fez uma partida sequer na Itália e deixou o clube ao final da temporada européia. E a antiga promessa para o gol corintiano novamente ficou sem clube.
Pois Rubinho reapareceu, depois de seis meses sem time. O goleiro foi contratado pelo Vitória de Setúbal, que acabara de vender o também brasileiro Marcelo Moretto ao Benfica. Em pouco tempo, o ex-corintiano ganhou a disputa pela vaga de titular com Marco Tábuas (titular durante anos dos sadinos). Até o momento, ele realizou apenas oito partidas, mas foi considerado muito importante na vitória do time do coração de José Mourinho sobre o Boavista nas quartas-de-final da Taça de Portugal.
Ubiratan Leal
Imagem: Vitória de Setúbal site não-oficial