http://www.gardenal.org/balipodo/balipodo_logo_2005.gif

Busca


Últimas atualizações

Chutômetro
Chutômetro 6

Chutômetro
Soluções do Chutômetro 5

Quem é vivo...
Ruy Ramos

Com que roupa...
Atlético de Madrid

Histórias
O Manchester que assustou United e City

Cultura & Mídia
La Pasión Laica

E se...
E se a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

Cultura & Mídia
Sociedade não precisa saber da vida de Casão

Arquivos

Procure nos alfarrábios por assunto

Contato

ubiraleal@gmail.com

RSS

Clique aqui e veja o Balípodo em RSS

Powered by

Gardenal.org

Considerações legais

Clique aqui


« Guia Trivela da Liga dos Campeões | Página inicial | Ainda falta Zâmbia »

6/10/05

Brazil

Fluminense ainda está em pé

Com o empate do Fluminense contra o Internacional no Beira-Rio e a retomada da ponta – com ou sem jogos anulados – por parte do Corinthians, o duelo entre tricolores cariocas e alvinegros paulistas ganhou, para alguns ares de “final”. Se assim fosse, poderíamos dizer após a convincente vitória paulista, que o Fluminense está fora da disputa, restrita a Corinthians, Internacional e Goiás. Engano. Não só a disputa continua aberta, como o tricolor carioca ainda faz parte dela. Pela matemática e, principalmente, pelo futebol.

Contra o Fluminense, o Corinthians convenceu. Jogou bem, mostrou uma defesa surpreendentemente sólida, um goleiro inspirado, jogadores concentrados e determinados e um mínimo de visão estratégica (marcar bem Tuta e Gabriel, concentrar a partida na sua própria intermediária para, com Roger, Gustavo Nery e Eduardo, aproveitar os avanços dos laterais tricolores e puxar contra-ataques que teriam como ponto de referência os nunca estáticos Tévez e Nilmar). Se atuasse sempre assim, não teria dado tantos sustos aos corintianos durante a temporada.

Ainda assim, não é possível confiar no Corinthians. O time cansou de mostrar que se desconcentra com extrema facilidade, passando da determinação ao desleixo total em minutos. Sem contar que uma partida nunca pode ser considerada uma “amostragem científica” para poder afirmar se uma equipe conquista ou não o título.

Mas não é apenas pela instabilidade corintiana que o Fluminense está na disputa pelo título. Os maiores motivos são os méritos tricolores. Coletivamente, apenas o São Paulo – já fora da disputa – tem uma equipe tão boa quanto a comandada por Abel Braga. O jogo flui com facilidade, o rendimento do time é estável, mesmo fora de casa, e a consistência não se perde nos jogos mais importantes. Um sinal disso é que o time é o que menos perdeu no campeonato (com ou sem os jogos anulados, mas ao lado de outros em ambos cenários).

O Fluminense Possi algumas armas de razoável poder em vários setores. Kléber anda em boa fase e é um goleiro acima da média brasileira (que não anda muito alta). Gabriel está em grande fase sobretudo no apoio ao ataque. Tuta é a referência no ataque e Felipe (quando joga) e Petkovic são os craques do time, capazes de criarem um fato novo no meio-campo a qualquer momento da partida. Em volta desse esqueleto de time há bons coadjuvantes, como Leandro, Arouca e, se voltar bem, Marcão.

É verdade que criou-se uma dependência grande do sérvio Petkovic. No entanto, sua saída apenas tira o brilho, aquela capacidade de ter um “algo mais” no setor de criação e no ataque. Porque o padrão e o volume de jogo continua o mesmo. O time tem um senso coletivo tão grande que não se desfigura nem com a perda de seus principais jogadores.

Aí é que entra Abel Braga. O tricolor carioca só está brigando pelo título por causa de seu comandante. Nos últimos anos, poucas vezes se viu um treinador demonstrar uma capacidade tão grande de gerenciar um grupo. Abelão soube desviar de obstáculos como a vaidade de jogadores com mais experiência, a perda de vários jogadores no meio do campeonato e até a necessidade de utilizar atletas das categorias de base sem rodagem na equipe principal.

Além de estar na “melhor fase tática” (existe isso?) de sua carreira, o ex-zagueiro do Vasco mostra como merecer o respeito do elenco é importante. Com atitudes sempre ponderadas, em defesa de seus jogadores, impondo respeito quando necessário (caso da possível disputa entre Felipe e Petkovic pela camisa 10 e da ida de Tuta para a reserva) e seguindo princípios éticos claros. A partir disso, foi possível construir um grupo mais concentrado e com crises facilmente resolvidas. E, principalmente, que respeita o planejamento do treinador e não hesita em executá-lo.

Não deu certo nessa quarta-feira. Até por equívocos táticos de Abel, que imaginou que conseguiria acuar o Corinthians. Tomou um gol no primeiro minuto de jogo e, depois disso, não sabia mais como evitar a marcação corintiana. Os laterais tricolores avançaram muito, deixando Gabriel Santos e Igor no mano-a-mano com Tévez e Nilmar. Os volantes Radamés e Arouca teriam de cuidar de Roger, mas, além de o meio corintiano estar inspirado, Eduardo e Gustavo Nery (sobretudo o segundo) ajudavam a compor o setor de armação e o Corinthians muitas vezes ficava em igualdade numérica nos contra-ataques.

Por mais que Fábio Costa tenha sido um dos melhores homens em campo, a vitória do Corinthians foi incontestável. Mesmo assim, o Fluminense tem crédito. Está claro que tem solidez suficiente para manter o ritmo e recuperar terreno. A matemática coloca o tricolor a oito pontos do alvinegro. Número que deve diminuir após os jogos anulados, pois a chance de os cariocas fazerem mais pontos contra Juventude e Brasiliense que os paulistas contra Santos e São Paulo é grande.

Ubiratan Leal

Deixe sua opinião (0)

Nedstat Basic - Free web site statistics