O ano não poderia terminar sem a revelação dos grandes vencedores da segunda edição do Prêmio Balípodo. Para esse ano, a organização criou novas categorias e suprimiu algumas. Os critérios continuam os mesmos: basicamente, escolha sumária. Alguns prêmios tiveram seus nomes modificados devido a excelência demonstrada pelos novos homenageados em sua área de atuação. E que todos – leitores e premiados – tenham um bom 2005.
EQUIPES
Prêmio “Samoa Americana” de pior time do ano
Samoa Americana segue imbatível. Veja a campanha nas Eliminatórias para a Copa de 2006: 0 x 4 Samoa Ocidental, 1 x 9 Vanuatu, 0 x 11 Fiji e 0 x 10 Papua Nova Guiné. Entre os clubes, destaque para o Ancona, que ficou o Campeonato Italiano quase inteiro sem vencer uma única partida. Só ganhou quando já estava matematicamente rebaixado
Prêmio “Estudiantes” de time pequeno que não amarela
Vários! Santo André, Once Caldas, seleção da Grécia, Porto, São Caetano e Potiguar de Mossoró-RN
Prêmio “São Caetano” de time pequeno que amarela (por causa do Paulistão de 2004, esse prêmio mudará de nome no próximo ano)
Peru, que tinha esperança de chegar à final da Copa América que sediou e ficou nas quartas-de-final sem jogar de forma convincente em nenhum momento
Prêmio “Bragantino” de ascensão, apogeu e queda mais rápida
Criciúma, líder do Brasileirão nas primeiras rodadas e que terminou na Segunda Divisão, e Remo, campeão paraense com 100% de aproveitamento e rebaixado para a Série C do Brasileiro
Prêmio “São Paulo/Atlético-MG” de time grande que amarela
Seleção pré-olímpica do Brasil, desclassificada pelo Paraguai quando precisava apenas de um empate
Prêmio “Internazionale” de decepção da temporada
Internazionale
Prêmio “Real Madrid” de esquadrão “imbatível”
Real Madrid, que foi desclassificado pelo “poderoso” Monaco na Liga dos Campeões, perdeu o título da Copa do Rei em casa para o “poderoso” Zaragoza e não fez um ponto sequer nas últimas 5 partidas pelo Campeonato Espanhol
Prêmio “Fluminense/Palmeiras/Botafogo” de grande rebaixado
Grêmio, com louvor. Vale lembrar que Botafogo, Flamengo, Vasco, Atlético-MG, Corinthians e Paraná lutaram muito por esse troféu
Prêmio “Rivaldo” de “Eu fiz tudo certinho, porque ninguém se lembra?”
Futebol feminino, vice-campeão olímpico e praticamente esquecida pela imprensa
Prêmio “Michael Moore” de “eu odeio George W. Bush”
Seleção olímpica do Iraque, quarta colocada em Atenas e revoltada por ter sua imagem utilizada na campanha pela reeleição do presidente dos Estados Unidos
Prêmio “Kofi Annan” de representante do mundo
Seleção italiana de futsal, composta quase toda por brasileiros naturalizados
Prêmio “Juventus” de ganhar dos grandes e perder dos pequenos
Portugal, que eliminou Espanha, Inglaterra e Holanda da Eurocopa, mas, mesmo jogando em casa, perdeu a final para a Grécia
Prêmio “Flamengo” de centenário mais festivo
Bangu, rebaixado no Campeonato Estadual do Rio
Prêmio “Boca Juniors” de time de chegada
Atlético-PR, que deixou o rebaixado Grêmio reagir após fazer 3 x 0, o ameaçado Vasco respirar aliviado e o desesperado Botafogo ressuscitar, perdendo o Brasileirão para o Santos
Prêmio “Mustafá Contursi” de decisão gerencial mais inteligente
Flamengo, que não conseguia pagar o salário de seus jogadores, mas contratou Dimba por R$ 1,5 milhão
Prêmio “Atlético-PR” de saber segurar o placar
Argentina, tocando a bola esperando o título da Copa América contra a seleção B do Brasil
Prêmio “tesourinha da Turma da Mônica” de “eu tenho, você não tem”
Argentina, medalha de ouro no futebol olímpico
Prêmio “Dunga” de volta por cima
Paraná, que conseguiu uma impressionante série de vitórias e escapou do rebaixamento no Brasileiro, e Fortaleza, que não esquentou seu lugar na Série B e já voltou, após estar virtualmente eliminado na fase semifinal e final
PERSONALIDADES
Prêmio “Mr. Magoo” de dirigente que vê tudo o que ocorre em seu clube
Flávio Obino, que se gabava do site oficial do Grêmio (vencedor do iBest!!!!) e do moderno ônibus “Trovão Azul” enquanto o tricolor gaúcho era rebaixado de forma vexatória no Brasileirão
Prêmio “Roberto Justus” de “você está demitido”
Ricardo Gomes, demitido da seleção olímpica em janeiro, do Fluminense em agosto e do Flamengo em novembro
Prêmio “Oséas” de jogar contra o próprio patrimônio
Mustafá Contursi, que iniciou um processo de demissão e férias antecipadas quando o Palmeiras disputava com boas perspectivas o título brasileiro
Prêmio “Romário” de modéstia
Vanderlei “sou sondado porque os clubes sempre procuram o melhor” Luxemburgo
Prêmio “Casal das Casas Bahia” de casal mais chato
Empate entre Ronaldo & Daniela Cicarelli e Roger & Adriane Galisteu. Quem fizer o casamento mais pomposo, com mais destaque nas capas de Caras, leva em 2005
Prêmio “Alcir Portela” de interino que volta a seu lugar de origem
Andrade, que assumiu o comando interino do Flamengo duas vezes, salvou o time do rebaixamento e ficará em 2005 como auxiliar
Prêmio “Roman Abramovich” de “eu não sei o que fazer com tanto dinheiro”
Roman Abramovich, por pagar € 35 milhões por Didier Drogba e € 30 milhões por Ricardo Carvalho
Prêmio “Simeone” de jogador mais pentelho
Henao, goleiro-mala do Once Caldas
Prêmio “Zeca Pagodinho” de malandragem
Luís Felipe Scolari, que acabou com os boatos de que estaria brigado com Figo dizendo à imprensa portuguesa que o meia do Real Madrid ficara rezando e chorando aos pés da imagem de Nossa Senhora de Fátima durante a disputa de pênaltis entre Portugal e Inglaterra nas quartas-de-final da Eurocopa. Ah, importante dizer que os portugueses acreditaram na história e Figo foi o melhor em campo na semifinal contra a Holanda
Prêmio “Oliverrá” de brasileiro que explode no exterior
Dois levaram. Aílton, que já se destacava na Alemanha há um tempo, mas, em 2004, foi artilheiro da Bundesliga e principal responsável pelo título do Werder Bremen, e Júlio Baptista, motivo de piada no São Paulo e vice-artilheiro do Campeonato Espanhol. Como já ocorrera no ano passado, quem se naturalizou não levou. Então Deco ficou de fora.
Prêmio “Ademar” de revelação tardia
Abbondanzieri, 31 anos, por muito tempo reserva de Córdoba no Boca Juniors e titular da seleção argentina na Copa América
Prêmio “Váldson” de “defender, para quê?”
Ponte Preta, que quase conseguiu uma vaga na Copa Sul-Americana com –30 de saldo de gols
Prêmio “eu sei o que você fez no verão passado”
Luiz Estevão, presidente do Brasiliense campeão da Série B, mas até hoje mais lembrado pelo envolvimento nas obras da sede do TRT-SP
Prêmio “Guy Roux/Alex Ferguson” de técnico que se eterniza no clube
Luigi Del Neri, substituto de José Mourinho no Porto que não permaneceu até o fim da pré-temporada
Prêmio “Bob Woorward” de boa atuação da imprensa
José Luís Datena tendo chilique e falando como se fosse especialista em medicina ou salvamento na busca por culpados da morte de Serginho
Prêmio “Magda” de frase certa na hora certa
“Eu não trabalho com ele”, de Tite sobre Kia Joorabchian, e “A gente sabia que ele tinha um pequeno risco”, de Sílvio Luiz, goleiro do São Caetano, que deixou claro que o clube sabia das condições de saúde de Serginho
Prêmio “Stanley Matthews” de jogador que estica a carreira jogando na Inglaterra até mais de 50 anos
Sócrates, dando uma de gaiato-embaixador do futebol brasileiro jogando por divisões amadoras do futebol inglês
Prêmio “Júnior” de arrependido mais rápido
Magrão, que até deu entrevistas dizendo que estava acertado com um clube russo, mas resolveu ficar no Palmeiras para a disputa da Libertadores
Prêmio “Bebeto” de terminar sua trajetória no auge
É até uma certa maldade, mas o Romário não poderia terminar sua carreira após perder uma queda de braço com Alexandre Gama
Prêmio “Garrincha” de craque rendido ao vício
Maradona
Prêmio “Leila Ackmin/Robélio de Ogum” de futurologia
Roberto Rivellino, que disse que não valia a pena contratar Washington devido às condições de saúde do atacante
Prêmio “Zico” de pênalti perdido em hora inoportuna
Beckham, chutando a bola na arquibancada na disputa de pênaltis entre Portugal e Inglaterra nas quartas-de-final da Eurocopa
Prêmio “Sérgio Manoel” de “o que diabos viram em mim?”
Baiano, que pouco apareceu na campanha palmeirense no Brasileirão e foi contratado com pompa pelo Boca Juniors
Prêmio “Edmundo” de trancado no exterior
Não chega a ser “trancado” fisicamente, mas Taddei ficou preso pelo Siena sem poder jogar por causa de seu contrato com o clube toscano
Prêmio “Viola” de ida à Europa mais bem-sucedida
Ricardinho, que não jogou uma partida sequer em sua passagem pelo Middlesbrough
Prêmio “Joselito” de ausência de noção
Diego, expulso durante a disputa de pênaltis entre Porto e Once Caldas
Prêmio “Gamarra” de jogo limpo
Parte da torcida do Vitória, por aceitar pacificamente o rebaixamento de seu time e tratando de deixar o Barradão limpo e em ordem para a disputa da Série B de 2005
ACONTECIMENTOS
Prêmio “Argentina 6 x 0 Peru” de placar mais honesto
Sem ironia, Santos 2 x 1 Vasco, que todos juravam que seria barbada, mas foi uma partida bastante disputada
Prêmio “CBF/Clube dos 13” de regulamento mais inteligente
Federação Gaúcha, que fez um Estadual com 2 grupos, um com 8 clubes e outro com 14, sendo que 4 clubes estavam nas duas chaves e poderiam fazer a final contra si mesmos
Prêmio “Luiz Zveiter” de decisão judicial mais inteligente
Federação Cearense, Tribunal de Justiça Desportiva do Ceará, Ceará e Fortaleza, por não chegarem a um acordo de quando deveria ser jogada a final do Estadual do Ceará. Até hoje o título não foi decidido
Prêmio “Brasil 1 x 2 Uruguai” de “o que diabo aconteceu?”
La Coruña x Milan nas quartas-da-final da Liga dos Campeões, quando ninguém entendeu como os espanhóis fizeram 4 x 0 nos campeões italianos e reverteram o 1x4 da partida de ida
Prêmio “Coritiba x Bangu/Atlético-PR x São Caetano” de final inusitada
Porto x Once Caldas no Mundial Interclubes e Paulista x São Caetano no Paulistão
Prêmio “Juca Kfouri” de “Pontos corridos são emocionantes”
Campeonato Brasileiro, Torneo Apertura da Argentina e Ligue 1 francesa, com vários times disputando o título até a reta final e dois preservando esperanças na última rodada
Prêmio “Galvão Bueno” de “Se pontos corridos fossem bons, Copa do Mundo não seria em mata-mata”
Campeonato Colombiano. Na primeira partida da final, em Barranquilla, o Atlético Junior fez 3 x 0 no Atlético Nacional e praticamente assegurou o título. Em Medellín, o Nacional partiu para a pressão e fez inacreditáveis 5 x 1. O Atlético Junior pressionou no desespero e, a dois minutos do fim, fez seu 2º gol, levando a decisão para os pênaltis, vencidos pelos de Barranquilla por 5 x 4.
Prêmio “Rider” “Dê Férias para Seus Pés”
Cruzeiro, que ficou quase todo o segundo turno do Brasileirão com uma falta de motivação digna de governante em fim de mandato
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Há apenas 1 bicampeão do Prêmio Balípodo!!! Então, parabéns à Federação Gaúcha de futebol por manter o título na categoria “regulamento mais inteligente”. Que todos (NÃO) sigam esse exemplo!
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Como o caráter desse texto é claramente lúdico e irônico, não há menções às mortes de Serginho e Cristiano Júnior. Mas fica aqui o registro discreto desses dois fatos importantes e lamentáveis
Ubiratan Leal
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