http://www.gardenal.org/balipodo/balipodo_logo_2005.gif

Busca


Últimas atualizações

Chutômetro
Chutômetro 6

Chutômetro
Soluções do Chutômetro 5

Quem é vivo...
Ruy Ramos

Com que roupa...
Atlético de Madrid

Histórias
O Manchester que assustou United e City

Cultura & Mídia
La Pasión Laica

E se...
E se a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

Cultura & Mídia
Sociedade não precisa saber da vida de Casão

Arquivos

Procure nos alfarrábios por assunto

Contato

ubiraleal@gmail.com

RSS

Clique aqui e veja o Balípodo em RSS

Powered by

Gardenal.org

Considerações legais

Clique aqui


« Grupo C | Página inicial | Arequipa »

7/07/04

Variedades

Peru


O Peru é um dos 10 países que fazem fronteira com o Brasil. E não é pouca coisa. Apenas com a Bolívia temos uma região fronteiriça maior. Ainda assim, não é exagero dizer que o país-sede da Copa América de 2004 é desconhecido da maioria dos brasileiros. Quase sempre, fala-se no Peru como um lugar de grande instabilidade política (Fujimori, Sendero Luminoso e MRTA) e, no lado positivo, de Machu Picchu (foto). Mas não precisa ter muito boa vontade para sacar que, por trás do terceiro maior país da América do Sul, há muitas outras coisas.

Historicamente, o Peru é marcado por ter sido o centro do império inca, um dos mais poderosos a habitar a América. Essa civilização surgiu no século XIII e teve grande expansão territorial, abrangendo do norte do Equador ao centro do Chile. O próprio tamanho provocou uma instabilidade interna no império, o que facilitou a ação dos conquistadores espanhóis a partir de 1532.

Porém, é importante lembrar que os incas não foram os únicos povos pré-colombianos a habitarem no atual território peruano. Inclusive, muitas das principais atrações arqueológicas do país são anteriores aos incas. Os chimu ergueram as cidades de barro de Chan-Chan. Os nazca foram os prováveis responsáveis pelas linha do deserto homônimo, mas a forma como teriam feito isso é até hoje um mistério. Os collas deixaram as chullpas (torres funerárias) de Sillustani. Além desses, é importante citar os chavín (povo mais antigo, viveu séculos antes de Cristo), paracas, mochicas e tiahuanacos.

Depois de os espanhóis se estabelecerem na região, boa parte dessas culturas foi esquecida ou se misturou às tradições católicas. Ainda assim, o peruano médio não vê contradição entre a adoção da cultura européia e o ranço anticolonizadores que ainda existe. No imaginário popular, o Peru seria hoje uma nação de grande desenvolvimento tecnológico e econômico se seus habitantes nativos tivessem sobrevivido à invasão espanhola.

De qualquer forma, não dá para negar que há uma forte herança cultural espanhola. Em cidades como Cuzco e Trujillo é possível ver diversas edificações – sobretudo igrejas – coloniais de grande valor arquitetônico. Mesmo politicamente a presença européia é marcante. Por exemplo, foram os colonizadores que transformaram a portuária Lima em capital do vice-reinado do Peru.

A independência veio em 1824, após um movimento liderado por José de San Martín e Simón Bolívar (libertadores também de, pela ordem, Argentina e Venezuela e Bolívia). Após conquistar sua autonomia, o mais sério conflito do Peru se deu no final do século XIX, quando perdeu parte de seu território para o Chile na Guerra do Pacífico (nesse mesmo conflito, a Bolívia perdeu sua saída para o mar, motivo até hoje de animosidade entre bolivianos e chilenos). Mais recentemente o Peru teve problemas fronteiriços com o Equador por pedaços da Floresta Amazônica.

Como quase todos os países sul-americanos, o Peru também passou por uma ditadura militar na segunda metade do século XX. No caso, essa teve início em 1962 e terminou em 1975. Mas a estabilidade política não veio com a volta de civis ao poder. Grupos terroristas de esquerda como O Sendero Luminoso e o MRTA (Movimento Revolucionário Tupac Amaru) começaram a agir. Para piorar, entre as décadas de 1970 e 1980, a mineração e a pesca (principais atividades econômicas do país) entraram em crise.

Na década de 1990, o nipo-peruano Alberto Fujimori foi eleito presidente. Foi um período conturbado, com autogolpe, destituição do Congresso, duas reeleições contestadas, combate forte ao terrorismo, denúncias de corrupção, crise econômica e renúncia e exílio do presidente.

Seu sucessor é Alejandro Toledo, primeiro presidente do país com origem indígena (no caso, quéchua). Apesar de ter dado alguma estabilidade política ao país, Toledo não goza de grande popularidade nesse ano, justamente quando se aproximam as eleições presidenciais. Por isso o governo peruano investe tanto na Copa América. É a chance de capitalizar com base no esporte.

Veja o perfil das cidades que receberão partidas da Copa América 2004
Arequipa
Chiclayo
Cuzco
Lima
Piura
Tacna
Trujillo

Ubiratan Leal

Imagens: Bruno Furnari/Darkroom People

Deixe sua opinião (0)

Nedstat Basic - Free web site statistics