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17/06/04
Variedades
Porto
Passeio obrigatório para quem passar uns dias no Porto: a partir do centro da cidade, ir, a pé, até a ponte Dom Luís I – com o inconfundível traço de Gustave Eiffel, o mesmo da torre parisiense –, atravessar o rio Douro e, já na cidade de Vila Nova de Gaia, visitar ao menos um dos armazéns de vinho do Porto, com direito a guia, degustação e, claro, lojinha na saída. Independentemente de como o turista gastar o resto do tempo que passar na maior cidade do norte de Portugal, a viagem já terá sido proveitosa.
Com isso garantido, é hora de aproveitar o resto da cidade, o que nunca deverá ser visto como algo secundário. Porto esbanja charme de uma forma particular. Ao contrário de Lisboa, a “cidade invicta” não se mostra grande e cosmopolita. Em princípio, parece reservada, sem se permitir a estardalhaços. Como os tantos executivos que passam pela avenida dos Aliados, o principal centro econômico da cidade.
Mas essa discrição portuense também é decorrência do perfil urbanístico. O centro histórico é pequeno e implantando em diversas ladeiras, um sem-número de ruas estreitas com pavimento de pedra e traçado irregular. É justamente aí que estão muitos dos segredos da cidade. Por isso, a melhor forma de descobrir o Porto é no chão, andando, não temendo se perder ou pegar um caminho aparentemente sem sentido. As vistas panorâmicas – vastas na cidade – são belas, mas não bastam.
Entre os pontos turísticos tradicionais, os mais procurados são a catedral da Sé, a igreja dos Clérigos (de onde se tem a melhor vista de toda a cidade), a igreja de São Francisco, a igreja de Santa Clara, o palácio da Bolsa e a já citada avenida dos Aliados (foto). Isso sm contar a estação São Bento de trem e a igreja do Carmo, onde se pode ver bons exemplos de como os portugueses usam placas cerâmicas (azulejos) para compor painéis elaborados.
Se o turista tiver mais tempo, pode ainda completar o primeiro passeio, o do vinho do Porto, e visitar uma das tantas quintas (fazendas) que produzem realmente a bebida (em Vila Nova de Gaia o produto envelhece). Para isso, é necessário ir pelo rio Douro em montante até o interior, quase na fronteira com a Espanha.
Apesar da cidade em que vivem, o maior orgulho da capital da região do Douro é o futebol, já que o Porto é o atual campeão europeu. No entanto, a seleção portuguesa pouco deve aproveitar dessa empolgação dos portuenses, pois jogará apenas na estréia, contra a Grécia, na cidade. Se os tugas terminarem em segundo lugar do Grupo A na primeira fase, pode voltar à maior cidade do norte do país nas semifinais.
O único estádio que verá partidas portuguesas na Eurocopa é o do Dragão. Construído ao lado do demolido estádio das Antas, a nova casa do Porto foi inaugurada em um amistoso contra o Barcelona, quando se percebeu que o relvado não estava bem consolidado. Foi um desastre, tanto que o clube voltou a mandar os jogos nas Antas por dois meses, até que o gramado do novo estádio estivesse reformado. Com capacidade para 52 mil torcedores, é o segundo maior estádio do país, ao lado do José de Alvalade e atrás da Luz.
Há ainda um segundo estádio portuense que receberá a Eurocopa. O Bessa,c asa do Boavista já existia e passou por uma grande reforma, aumentando a capacidade para 30 mil pessoas. Tem arquitetura diferente dos demais estádios da competição, em estilo inglês (arquibancadas bastante inclinadas, com formado retangular e próxima do gramado).
Ubiratan Leal
Imagens: Guia do Porto, The Football Association e Stadionwelt
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