A 9ª colocação do Corinthians e a conseqüente manutenção do time na Série A-1 podem esconder a real situação do clube. Não que o rebaixamento necessariamente trouxesse à tona todos os problemas alvinegros e muito menos que tais problemas seriam resolvidos. Está aí o Palmeiras para provar que a segunda divisão não resolve as obscuras questões políticas de um clube de futebol.
O vexame desse domingo foi grande, a torcida protestou na saída do Pacaembu e, certamente, vai pressionar a diretoria ao longo da semana. Ao que tudo indica, muitos dos 13 jogadores contratados no início do ano terão seus contratos rescindidos, como já estava previsto. Provavelmente teremos novas contratações visando o Brasileirão. Ainda assim, a dúvida persiste: irá o Corinthians definir uma política clara de contratação de jogadores baseada em um planejamento de longo prazo?
Como mero torcedor que sou, acredito que o Corinthians deva ter a manutenção na Primeira Divisão como objetivo para o Brasileiro. Nada além disso. É óbvio que dirigentes, técnicos e jogadores dirão que “o Corinthians é grande e sempre busca o título” e outras frases do tipo. Porém, esse discurso, além de soar ridículo, pode se voltar contra o próprio clube assim que a torcida – empolgada com possíveis contratações – perceber que o time não tem condições para tanto.
O mais provável é que o Corinthians acabe por repetir a estratégia usada no começo do ano, contratando jogadores jovens que brilharam (ou nem tanto) por clubes do interior. É possível que venham um ou dois jogadores mais consagrados, daqueles que não vão bem na Europa e acabam retornando ao Brasil. Algumas vezes é um bom negócio, como aconteceu com Ricardinho e Vampeta, outras nem tanto, lembremos de César Prates e André Luiz.
Ainda não se sabe que rumos o clube irá tomar a partir de agora. Por enquanto, cabe a nós, torcedores, esperar alguma definição. E, como torcedores que somos, torcer para que a situação do Timão não fique ainda pior.
Thiago Andrada
Imagem: Djalma Vassão/Gazeta Esportiva