http://www.gardenal.org/balipodo/balipodo_logo_2005.gif

Busca


Últimas atualizações

Chutômetro
Chutômetro 6

Chutômetro
Soluções do Chutômetro 5

Quem é vivo...
Ruy Ramos

Com que roupa...
Atlético de Madrid

Histórias
O Manchester que assustou United e City

Cultura & Mídia
La Pasión Laica

E se...
E se a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

Cultura & Mídia
Sociedade não precisa saber da vida de Casão

Arquivos

Procure nos alfarrábios por assunto

Contato

ubiraleal@gmail.com

RSS

Clique aqui e veja o Balípodo em RSS

Powered by

Gardenal.org

Considerações legais

Clique aqui


« Até onde pode ir esse Palmeiras? | Página inicial | É difícil avaliar os jogos de compadre »

13/02/04

E se...

E se Telê não tivesse se aposentado? (parte 2)

Depois da conquista do penta na França, o consagrado Telê declarou que se aposentaria. No segundo semestre de 98, para fazer frente ao super palmeiras-parmalat, o Corinthians acerta uma parceria milionária com a multinacional Nestlé. Isso resultaria em uma enxurrada de contratações e na compra do estádio do Pacaembu. Muita gente, sobretudo no bairro, não gostou da idéia, mas nada impediu a realização do “sonho da casa própria” em sua versão corintiana.

Logo no primeiro campeonato disputado, o Brasileirão 98, o Timão já levantou a taça e se qualificou para a Libertadores, ao lado de Palmeiras (campeão da Copa do Brasil) e Vasco (campeão da Libertadores de 98). Para a temporada 99, a diretoria do alvinegro usou o Bétis como ponte para despistar o São Paulo e trouxe Denílson. Edmundo voltou para o Parque São Jorge, mas a cereja no bolo foi Telê.

Para se ter uma idéia, o técnico campeão Vanderlei Luxemburgo até aceitou ser auxiliar de Telê. Mesmo com tudo isso, a conquista da primeira Libertadores não foi nem um pouco fácil para o Corinthians. Na primeira fase, o Timão escorregou diante do fraco Cerro Porteño e perdeu de 1 a 0 em casa. Como empatou as duas partidas com o Palmeiras, se classificou apenas com o terceiro lugar do grupo.

Graças a esse acidente, nas oitavas de final, o time de Parque São Jorge pegou o Vasco. O clube carioca era o atual campeão da competição e entrou direto na segunda fase. O primeiro jogo, no Pacaembu, foi bastante equilibrado, com Edmundo fazendo o gol corintiano. O empate veio com Juninho (hoje com o sufixo Pernambucano). A decisão ficou para São Januário. Os cruz-maltinos eram favoritos destacados, mas não esperavam a ousadia do treinador corintiano. Ao invés de ter cautela, Telê jogou no mais tradicional 4-3-3, com dois pontas (Edmundo e Denílson) bastante abertos e um centroavante (Fernando Baiano) fixo na área. Deu certo, os dribladores corintianos fizeram a festa nas costas dos laterais vascaínos e os 4x1 finais foram até poucos.


Como, naquela época, a Libertadores não permitia que dois times de um mesmo país chegasse às semifinais, o adversário seguinte do campeão brasileiro foi o rival Palmeiras. Na primeira partida, tudo deu errado e, com gols de Oséas e Rogério os verdes ganahram por 2x0. No jogo de volta, o Corinthians partiu com todas suas forças e conseguiu refazer o placar. Foi uma partida espetacular, com dois times jogando aberto em busca do gol. A decisão foi para os pênaltis. Marcos e Maurício estavam inspirados e defenderam duas cobranças cada. Mas, na hora de decidir, os corintianos Vampeta e Dinei, duas apostas pessoais de Telê para o desempate, não decepcionaram.

Mais pedreira nas semifinais. Dessa vez, era o River Plate. Contra os hermanos Telê surpreendeu novamente. No primeiro jogo, quando todos esperavam um Corinthians bem fechado o Monumental de Núñez, o mestre entrou em campo com três volantes em campo, mas substituiu dois deles aos 10 minutos do primeiro tempo. O Timão instantaneamente se transformou no dono da partida, pegando os millonarios desprevenidos e conseguindo uma folgada vitória por 3x0.

No jogo de volta, o Corinthians preferiu poupar parte de seus titulares. O que não significa que o time que enfrentou o River no Pacaembu era fraco. O “timãozinho” (modo como Telê apelidou a equipe reserva do alvinegro) era forte e entrosado, pois disputava a maior parte dos jogos do Campeonato Paulista. Além disso, o olho de Telê para identificar jovens talentos dava resultados com uma velocidade impressionante. Assim, a vitória brasileira por 2x1 foi tranqüila, até porque os argentinos se conformaram com a eliminação após sofrer dois gols ainda no primeiro tempo.

A final foi contra o desconhecido Deportivo Cáli. Os colombianos mostraram muita iniciativa na partida de ida, mas tomaram dois gols em jogadas fascinantes de Denílson e conclusão do impecável Fernando Baiano, artilheiro da competição. A partida de volta parou a cidade. Era tanto corintiano querendo um ingresso para o jogo do Morumbi que nem se a antiga capacidade de 150 mil pessoas fosse restabelecida no estádio do São Paulo caberia. A saída foi instalar mega-telões em vários pontos da cidade, no Vale do Anhangabaú, na avenida Paulista, no Parque do Ibirapuera, no sambódromo do Anhembi e, claro, no Sesc Itaquera.

Os corintianos já davam como certo o título, mas os jogadores entraram relaxados em campo e, as 10 minutos, já tinham tomado dois gols, de Bonilla e Viveros. Telê quase invadiu o campo de tão inconformado com a atitude de seus comandados. Mas, assado o susto inicial, os alvinegros voltaram ao normal e, com uma atuação inesquecível de Edmundo, fizeram 5 gols até o apito final.

Festa em toda a cidade. Por todos os lados os corintianos mostravam réplicas de passaporte, rebatendo as críticas de que o clube nada conquistava fora das fronteiras brasileiras. O grito mais comum era “PQP, Libertadores o Palmeiras nunca viu! (e nem vai ver!)”.

Com a Libertadores nas mãos do Corinthians, Telê se aposenta em definitivo. Perfeccionista, sabia que as cobranças no clube seriam muito grandes e a chance do trabalho por ele implementado ser implodido era grande. Luxemburgo também saiu. No caso, foi ao Flamengo, tentar se aproximar da CBF para assumir a vaga de Leão na seleção, desde já ameaçada.

O Corinthians não conquistou o Mundial em Tóquio. Perdeu para o Manchester United por 3x2. O título só veio em 2000, no Mundial organizado pela Fifa no Brasil. Quanto a Telê, ganhou um busto no Corinthians e outro no Palmeiras. O São Paulo, clube pelo qual conquistou as maiores glórias, até hoje não o homenageou.

Juliano Barreto e Ubiratan Leal

Imagem: Terra e Corintimão

Obs.: Essa “reportagem” é uma obra de ficção e, portanto, não deve ser levada a sério. Nenhuma das pessoas, empresas, entidades ou associações citadas no texto foi efetivamente entrevistada ou consultada. Ah, e como ninguém aqui tem talento para ler mãos, i-ching, tarô, búzios, mapa astral ou bola de cristal, qualquer semelhança com a vida real foi uma grande coincidência.

Deixe sua opinião (0)

Nedstat Basic - Free web site statistics