Mudou a direção da Federação Paulista de Futebol, mas a filosofia de inventar no regulamento do campeonato estadual continua. A primeira novidade é dividir um torneio de 21 clubes em dois grupos. Oficialmente, a proposta é de fazer um grupo com 11 e outro com 10 clubes. Mas ainda pode haver novidades.
Muitos clubes paulistas (como qualquer pessoa sensata) acham fora de propósito fazer um campeonato com número desigual de participantes em cada grupo. Assim, já há conversas nos bastidores para que a divisão seja igual, mas sem repescar nenhum clube (em tese seria o Botafogo de Ribeirão Preto), pois não seria ético. Dessa forma, tenta-se criar um modelo em que cada chave tivesse 10 participantes e meio.
Além de igualar aos grupos, a medida pode servir como salvação econômica de muitos clubes. Com a crise financeira no futebol brasileiro em geral, muitas equipes terão dificuldade para fechar as contas no final do campeonato, pagando salários para 22 jogadores, comissão técnica e custos administrativos com a cota da TV e a arrecadação de apenas 5 ou 4 jogos como mandante (caso o time não passe de fase).
Nessa proposta, o clube que se dividir ao meio poderá participar nos dois grupos. Dos 22 atletas do elenco, metade vai para o Grupo A e metade para o B. O clube decidiria quantos jogadores os meio-times colocariam em campo e quantos ficariam no banco.
É evidente que a equipe que se dividir estará renunciando às suas chances de classificação. Mesmo assim, ela dobraria o número de partidas em casa sem aumentar os gastos com salários. Pode ser o suficiente para tornar o Paulistão rentável. O maior problema para implementar essa idéia não é o regulamento, mas criar um método aceito por todos para escolher que clube se dividirá. Dizem nos bastidores que sobram candidatos para esse posto.
Ubiratan Leal
Imagem: Consladel
Obs.: Essa “reportagem” é uma obra de ficção e, portanto, não deve ser levada à sério. Nenhuma das pessoas, empresas, entidades ou associações citadas no texto foi efetivamente entrevistada ou consultada. Ah, e como ninguém aqui tem talento para ler mãos, i-ching, tarô, búzios, mapa astral ou bola de cristal, qualquer semelhança com a vida real foi uma grande coincidência.