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22/10/03

E se...

E se o Fluminense escalasse grávidas?

Com a trágica temporada de 2003 terminando, o Fluminense já traça seus planos para o próximo ano. A intenção é renovar todo o departamento de futebol para retomar o processo de reestruturação iniciado por Carlos Alberto Parreira em 1999 e interrompido após a Copa João Havelange. Há duas ações bem definidas. Uma, mais conservadora, considera que o tricolor escape do rebaixamento. Outra, radical e inédita, caso o time vá apra a Série B. E é para implantar esses projetos que Renato Gaúcho voltou, já que ele teria o perfil ideal para isso.

Uma coisa é certa, os jogadores mais experientes – e de maiores salários – serão dispensados ao final do ano. O clube não tem dinheiro para manter a folha de pagamento no nível atual e tais jogadores não estão justificando, em campo, tamanho esforço financeiro. O primeiro deve ser Romário, ainda mais depois da intempestiva reação às críticas de um torcedor no treino da última terça-feira.

Se a equipe conseguir os pontos que precisa para se manter na Primeira Divisão, a idéia é aproveitar a garotada e, dentro do possível, fazer dinheiro. Por isso, a saída da maior revelação tricolor, o meia Carlos Alberto, não é descartada, desde que por uma boa quantia de dólares. De resto, seria aproveitada a garotada revelada no centro de treinamento de Xerém, na Baixada Fluminense. Nessa hipótese, o Campeonato Estadual do Rio de Janeiro de 2004 seria usado apenas como torneio de preparação.

No entanto, a revolução maior ocorrerá se o Fluminense for rebaixado. Nesse caso, boa parte do elenco será formado por... mulheres grávidas. É isso mesmo. A idéia surgiu após o Perugia, da Itália, anunciar que contrataria uma mulher, medida que não é vetada por nenhum regulamento da Fifa (que só vetam a participação de homens no futebol feminino).

A escolha de mulheres grávidas (e não de outras, em condições teoricamente mais apropriadas para a prática de esportes como o futebol) faz parte de um planos de longo prazo. A diretoria quer não apenas que as grávidas joguem pelo Fluminense, mas que gerem filhos que torçam pelo clube. O temor é que, com a escassez de títulos, os jovens torçam apenas por Flamengo, Vasco ou clubes de outros Estados, como Corinthians e Cruzeiro.


Mas fontes do clube confirmaram que há uma grande dose de superstição na história. A última grande conquista do Fluminense foi o Campeonato Estadual de 1995, com uma vitória sobre o Flamengo, no Maracanã, com um gol de barriga de Renato Gaúcho. “A idéia é juntar o Renato Gaúcho com várias jogadoras de barriga saliente. Quem sabe se, assim, o time não volta às glórias?”, pergunta-se Marcos R. Cardoso, torcedor intimamente ligado nos bastidores do clube.

Esse foi o motivo de Renato Gaúcho ter declarado, após a humilhante derrota por 1x6 contra o Goiás, que mulheres grávidas jogariam melhor que os jogadores que estavam no gramado do estádio Serra Dourada. “O que Renato fez naquele momento foi preparar o torcedor tricolor para as mudanças.”

Por hora, o clube ainda estuda as repercussões legais da medida. A primeira é contratar mulheres em estágios diferentes de gravidez, para não correr o risco de todas pedirem licença maternidade na fase decisiva do campeonato. A outra é se antecipar para evitar recursos no STJD. A dúvida é se 11 mulheres grávidas não representariam 22 atletas tricolores em campo.


Susana Werner poderia voltar a vestir a camisa tricolor. Mas o que aconteceria se ela tivesse de bater um pênalti contra o marido Júlio César em um Fla-Flu no Maracanã?

Márcio Mazzetti

Imagens: Carlos Wrede / O Dia, Lancenet e Rai Sport

Obs.: Essa “reportagem” é uma obra de ficção e, portanto, não deve ser levada à sério. Nenhuma das pessoas, empresas, entidades ou associações citadas no texto foi efetivamente entrevistada ou consultada. Ah, e como ninguém aqui tem talento para ler mãos, i-ching, tarô, búzios, mapa astral ou bola de cristal, qualquer semelhança com a vida real foi uma grande coincidência

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