http://www.gardenal.org/balipodo/balipodo_logo_2005.gif

Busca


Últimas atualizações

Chutômetro
Chutômetro 6

Chutômetro
Soluções do Chutômetro 5

Quem é vivo...
Ruy Ramos

Com que roupa...
Atlético de Madrid

Histórias
O Manchester que assustou United e City

Cultura & Mídia
La Pasión Laica

E se...
E se a Ponte Preta ganhasse a final em 1977?

Cultura & Mídia
Sociedade não precisa saber da vida de Casão

Arquivos

Procure nos alfarrábios por assunto

Contato

ubiraleal@gmail.com

RSS

Clique aqui e veja o Balípodo em RSS

Powered by

Gardenal.org

Considerações legais

Clique aqui


« A nacionalização dos clubes | Página inicial | O alto preço de uma goleada »

9/09/03

O mundo não é uma bola...

A maior contratação do Chelsea


Desde que o milionário russo Roman Abramovich comprou o deficitário Chelsea que os torcedores azuis só saúdam a chegada de jogadores. E não foram poucos. Aportaram no clube do oeste londrino quase que um time inteiro. Veja: no gol, Sullivan. A defesa tem Geremi, Bridge e Johnson. O meio de campo ganhou Verón, Duff, Makelele e Joe Cole. O ataque contará com Mutu e o Crespo. No total, foram investidos pelo excêntrico russo mais de £ 111 milhões (o que dá pouco mais de meio bilhão de reais). Mas, talvez, a maior contratação do clube foi feita essa semana. É um senhor de 49 anos que nunca foi além de categorias amadoras nos anos 60.

Poucos o conhecem aqui no Brasil, mas Peter Kenyon foi um dos grandes responsáveis pelo sucesso administrativo-comercial do Manchester United. Só para se ter uma idéia, o dirigente foi responsável pelas negociações extremamente proveitosas com Nike (cerca de £ 303 milhões, ou R$ 1,4 bilhão, em 10 anos), Vodafone, EuroDisney e New York Yankees além de ter influência decisiva na penetração dos red devils no Extremo Oriente (idéia copiada até pelo poderoso Real Madrid). Mais importante ainda, ele convenceu o treinador Alex Ferguson a ficar mais algumas temporadas em Old Trafford, em um momento que a aposentadoria do escocês parecia definida.

Além disso, Kenyon participava diretamente das negociações com jogadores. Ele acertou a contratação, por exemplo, de Van Nistelrooy, Verón (quando o argentino saiu da Lazio) e Rio Ferdinand. Ele também estava do lado inglês nas conversações entre Real Madrid e Manchester United para a negociação de Beckham.

As cifras que giram em torno do futebol inglês são muito grandes e podem parecer extravagantes demais para um brasileiro. Mas, mesmo com as contratações citadas, Kenyon se notabilizou por adotar uma bem-sucedida política de controle de gastos desde que assumiu a diretoria executiva do clube em agosto de 2000. Realmente, os red devils contrataram bastante, mas não abandonaram o posto de clube mais lucrativo do mundo. Foram £ 155 milhões (R$ 713 milhões) em 10 anos. Coisa que o Real Madrid não chegou nem perto ainda.

Kenyon cresceu em Manchester e até jogou em equipes amadoras, tanto que trabalhava com o esporte ante de ir ao clube vermelho. Era diretor executivo da Umbro, principal fabricante inglesa de materiais esportivos.
Analisando o currículo do dirigente, é possível ver os benefícios dessa contratação para o Chelsea. O primeiro motivo, claro, é atacar o Manchester United, agora o maior rival dos azuis na busca pelo domínio da Premier League. Agora, os red devils perderam um administrador competente e, pior, o Chelsea passa a conhecer, via Kenyon, os bastidores do clube vermelho. Tanto o Manchester sabe disso que foi rápido ao anunciar que já tinha um substituto, o ex-diretor administrativo do próprio clube David Gill.

Além disso, o Chelsea pretende criar um modelo administrativo que gere lucro. Fala-se que Abramovich é aventureiro, mas ele não triunfaria no complicado capitalismo russo se não fosse, ao menos, esperto. O empresário já gastou muito dinheiro e fez muito escarcéu, agora, ele pretende dar um tom mais profissional às suas ações, o que resultará em credibilidade financeira ao clube e, eventualmente, investidores. Por mais que diga que está no futebol por diversão, Abramovich deve ter consciência de que deve, ao menos, almejar o lucro para ter longevidade no esporte.

Pode não ser suficiente para dar retorno a tanto investimento inicial (se levarmos em conta que, além do dinheiro na compra de jogadores, o russo desembolsou US$ 37,5 milhões, ou R$ 110 milhões para comprar o clube). Até porque o Manchester United é o clube mais popular da Inglaterra, enquanto que o Chelsea vai pouco além dos limites do bairro homônimo, o mais sofisticado de Londres. Mas a brincadeira do russo está começando a parecer séria.

*

Os valores da contratação de Peter Kenyon não foram revelados, mas o próprio dirigente disse que era uma oferta boa demais para ser recusada. No Manchester United, ele ganhava £ 625 mil ao ano (cerca de R$ 2,87 milhões). Mas um cláusula nesse contrato dizia que o dirigente, caso fosse para outro clube, deveria ficar um tempo parado. Por isso, o Chelsea terá de esperar algum tempo até ter, efetivamente, seu novo diretor-executivo.

Ubiratan Leal

Imagens: BBC Sports, Yahoo UK, Chelsea e The Moscow Times

Deixe sua opinião (0)

Nedstat Basic - Free web site statistics